Já preparou a peregrinação entre Vila Viçosa e Fátima em cerca de oito dias, mas agora assume que precisa de mais tempo. Talvez um mês.
“Este ano são muitos peregrinos (63). Temos peregrinos de primeira vez. Vêm pelo passa a palavra, o que é bom. Outros já não vão há 12 ou 13 anos e agora decidiram voltar”, explicou Teresa Carvalho, organizadora da peregrinação à saída do Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

Entre os que vão pela primeira vez está Inês Falé, de Vila Viçosa, que se propôs acompanhar a mãe na quarta vez que a progenitora caminha até Fátima.
“Vou tentar não pensar nas dores. Quero aproveitar ao máximo esta experiência. Quero sentir a adrenalina quando chegar ao Santuário”, diz-nos esta jovem.

Bem mais experiente, Ana Pavia preparava-se para a partida rumo à 11ª peregrinação consecutiva. Nem em tempos de pandemia falhou, quando de Vila Viçosa partiram apenas 20 pessoas. O que leva na “bagagem”, além da fé que a move? “Levo amizade para distribuir por todos. À partida vamos de coração um bocadinho apertado porque deixamos cá a nossa família. Mas quando se chega a Fátima temos uma sensação que não se explica”, resumiu.
O padre Mário Tavares de Oliveira acompanha os caminheiros de Vila Viçosa, enquanto Teresa Carvalho agradece a confiança manifestada pela participação dos 63 peregrinos.

