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Segunda-feira, Fevereiro 9, 2026

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Contentores táticos de Estremoz a caminho de exercício militar. Para que servem?

Imagine um escritório de dimensões (mais ou menos) reduzidas, mas onde cabem secretárias com espaço para trabalharem cinco pessoas, com tecnologia evoluída, à boleia de equipamento informático habilitado a conduzir vários tipos de operações.

Eis os contentores táticos (designados por shelters) com capacidade para operar em qualquer localização, com os quais o Regimento de Cavalaria (RC) 3 de Estremoz vai participar no exercício internacional Orion 25.

Os últimos preparativos tiveram lugar esta quarta-feira no RC3, com o tenente-coronel Fernando Lopes a explicar tratar-se de um “marco” para o agrupamento de Estremoz, na medida em que é esta a primeira vez que o RC3 vai dar mobilidade aos contentores táticos.

“Até agora, como não tínhamos viaturas pesadas, era difícil colocar os contentores e fazer o nosso trabalho da parte das informações”, revelou o mesmo responsável.

E o que acrescentam estes quatro contentores táticos que Estremoz envia para o exercício militar? “Temos uma série de sensores no terreno que recolhem muitos dados sobre forças adversárias, sobre o terreno ou condições atmosféricas”, refere Fernando Lopes, enfatizando que nesta fase os shelters já podem ser colocados “em condições de todo-o-terreno”.

E até admitem o transporte para o teatro de operações, “a partir do momento que estejam colocados em cima das viaturas pesadas”.

O exercício Orion, que se vai desenrolar maioritariamente entre Ponte de Sor, Bemposta e o campo militar de Santa Margarida, reúne 1 400 militares de cinco países. Além de Portugal, marcam presença Espanha, França, Itália e Roménia.

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