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Credores aprovam liquidação da empresa tecnológica Decsis

Os credores da empresa tecnológica Decsis, sediada em Évora, aprovaram a liquidação da sociedade, que vai, por agora, permanecer com atividade aberta para assegurar a operação do Centro de Dados, revelou hoje o administrador de insolvência.

Em declarações à agência Lusa, o administrador de insolvência da Decsis, Bruno Costa Pereira, indicou que a proposta de liquidação foi aprovada por unanimidade na assembleia de credores realizada na quinta-feira, no Tribunal de Évora.

A Decsis vai, para já, “permanecer com atividade aberta para assegurar o funcionamento do Centro de Dados”, adiantou, apontando o objetivo de “liquidar os ativos aos melhores preços para satisfazer os créditos dos credores”.

O administrador de insolvência já tinha referido à Lusa, em outubro, que a maioria dos cerca de 200 trabalhadores já tinha saído da empresa.

Bruno Costa Pereira salientou então que a empresa mantinha apenas os trabalhadores do Centro de Dados localizado em Évora, o único negócio em pleno funcionamento, e que a maioria suspendeu ou rescindiu os contratos por justa causa, por salários em atraso.

A Decsis foi declarada insolvente pelo Tribunal de Évora em 15 de setembro, após ter avançado com o pedido na justiça devido a problemas graves de tesouraria, provocados por conotação com a “Operação Nexus”, da Polícia Judiciária (PJ).

Em meados de setembro, numa resposta a questões colocadas pela Lusa através de correio eletrónico, a administração da Decsis indicou que a “Operação Nexus” teve “impacto imediato” na empresa, apesar de esta não ser visada na investigação.

A “Operação Nexus”, realizada em 08 de julho, investiga alegados crimes de corrupção e fraude na aquisição de sistemas informáticos por universidades e escolas públicas financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

No dia em que decorreu, a PJ divulgou a detenção de seis pessoas, concretamente um administrador e três funcionários de uma empresa tecnológica, um funcionário de uma empresa concessionária e um funcionário público.

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