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Cultura do Olival apresenta-se como estratégica na região de Alqueva. Ocupa cerca de 74 000 hectares

O Anuário Agrícola de Alqueva de 2024 divulgado recentemente celebra a sua décima edição, reafirmando o compromisso de fornecer informações detalhadas sobre os sistemas de produção existentes e potenciais na região de Alqueva. Este documento visa , acima de tudo, apoiar agricultores, técnicos e investidores interessados no desenvolvimento de práticas agrícolas sustentáveis, contribuindo para a tomada de decisões informadas e estratégicas.

Nos dados agora divulgados constata-se que “a cultura do olival domina a maior área do EFMA, destacando-se pelo seu crescimento notável ao longo dos anos, sem paralelo com qualque outra cultura.” Este desenvolvimento excecional deve-se, em grande medida, ao valor competitivo do azeite no mercado, que incentiva as empresas do setor a procurarem constantemente novas áreas de plantação e a acelerarem os processos de instalação.

A forte atratividade económica do olival tem, assim, impulsionado investimentos significativos, consolidando-o como uma cultura estratégica na região.Espera-se que a expansão da área de olival continue nos próximos anos, embora a um ritmo
mais moderado, acompanhando a tendência verificada desde 2020.

O principal investimento estrangeiro em Alqueva é espanhol e é feito na cultura do olival. Segundo a informação agora divulgada ” a cultura do Olival é a mais importante nos perímetros de rega do Alqueva, ocupa em 2024 uma área de cerca de 74 000 hectares, que correspondem a cerca 59 % da área de rega de Alqueva.” Existem grandes e médios produtores de olival, com lagar próprio e a exportarem grande parte da produção para o mercado Internacional.

Nos últimos anos os investimentos em olival, não se têm cingido unicamente á plantação de novas áreas, tem ocorrido também a substituição de olivais em copa, por olivais em sebe. Na tentativa de redução da dependência de mão-de-obra, na condução do olival, os investidores têm optado pela solução que permite uma maior mecanização das operações.

O setor do olival e azeite em Portugal encontra-se assim, segundo a EDIA- Empresa de desenvolvimento e infra-estrurturas de Alqueva, numa posição robusta, impulsionado por uma combinação de fatores. Desde logo a tradição histórica do país na produção de azeite, os investimentos contínuos em tecnologia agrícola, o aumento da procura global por produtos de qualidade, o elevado preço do produto no
mercado e o compromisso com os mais altos padrões de excelência, têm resultado numa indústria forte e em crescimento.

As estimativas atuais para a campanha 2024/25, indicam que possa vir a ser alcançada a segunda maior produção de azeite de sempre, podendo a produção nacional atingir este ano entre as 170.000 e as 180.000 toneladas de azeite, superando em mais de 10 a 15% as 150.000 toneladas registadas na campanha anterior.

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