03 Dez. 2022
Augusta Serrano;
Firmamento da Noite
22:00-04:00

Em nota, a Câmara Municipal do Crato informa que “a testagem de instituições públicas continuou”.

No dia de ontem os docentes, alunos e auxiliares da Escola Básica Integrada com Jardim de Infância Ana Maria Ferreira Gordo foram testados no edifício do Ecoflu, um posto criado para dar resposta a esta operação.

Aguardam-se agora os resultados destes testes à COVID-19.

O corpo de um homem de 82 anos foi encontrado na noite de sexta-feira na sua casa em Reguengos de Monsaraz, apresentando "indícios de violência", disse hoje à Lusa fonte da GNR.

Segundo a mesma fonte, a GNR recebeu na sexta-feira, às 22h26, uma comunicação via 112, para se deslocar a uma habitação na cidade de Reguengos de Monsaraz, tendo no local a patrulha confirmado a presença do cadáver de um homem.

"Por haver indícios de violência foi contactada a Polícia Judiciária, que esteve no local e vai investigar o caso", adiantou a fonte da Guarda Nacional Republicana (GNR).

O corpo do homem foi encaminhado para o Serviço de Medicina Legal do hospital de Évora.

No passado dia 07 de janeiro a Câmara Municipal de Évora decidiu ativar o Plano de Contingência para apoiar os sem-abrigo existentes no concelho, devido ao tempo frio, disponibilizando abrigo e alimentação, medida que entretanto foi prolongada.

O Plano Contingência para Pessoas Sem abrigo - tempo Frio prevê, para além de outras medidas, a abertura do Monte Alentejano onde os sem-abrigo poderão pernoitar e tomar as respetivas refeições.

Carlos Pinto de Sá, Presidente do Município de Évora, em entrevista exclusiva à Rádio Campanário, explicou que este Plano de Contingência “para além de disponibilizar um espaço onde os sem-abrigo possam ficar”, tem outra componente, “que vem sendo mantida ao longo do ano”, que são as “equipas de rua constituída por várias instituições”.

Essas equipas são do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA) do concelho de Évora, que engloba representantes da ISS, I.P. - Centro Distrital de Évora; Câmara Municipal de Évora; ARSA/UCC; ARSA/CRI; CH de Évora da CVP; Associação Pão e Paz; CAT – CSP de S. Brás; APPACDM – Évora; SCM de Évora; Cáritas Diocesana de Évora e Habévora, que “asseguram, por exemplo, alimentação” pelos cerca de duas dezenas de sem-abrigo da cidade.

No entanto, apesar do espaço do Monte Alentejano, no Rossio de São Brás, estar preparada para os receber, “muitos destes sem-abrigo, não querem, não aceitam ter um tecto”.

Carlos Pinto de Sá explica que “já por várias vezes procuramos arranjar uma solução que agrade para poderem ficar debaixo de telha, não apenas durante o período do frio, mas na sua vida e sistematicamente recusam e é um direito que têm”.

O autarca afirma: “custa-nos vê-los na rua, temos condições para resolver o problema e encontrar-lhes um local, mas não tem sido fácil obter a sua anuência para resolver a situação”.

Quanto ao espaço do Monte Alentejano, o edil afirma que “só lá terá passado a noite uma pessoa ou duas, portanto, o espaço esteve disponibilizado, estava aquecido e tinha todas as condições. Por vezes utilizam-no para refeições, mas raramente utilizam para pernoitar”.

O novo confinamento geral determinado pelo Governo distingue os comerciantes entre “filhos e enteados” ao permitir que apenas alguns possam continuar a funcionar, criticou o presidente da Associação do Comércio, Serviços e Turismo de Beja.

João Rosa disse à Lusa que as medidas adotadas esta semana, no combate à pandemia, “não colocam todos no mesmo nível” e previu que “esta situação de uns estarem abertos e outros não” acabará por “encerrar definitivamente muitos estabelecimentos”.

“Uns são filhos e outros são enteados. Uns têm de encerrar e outros não. Estas situações deviam ser tratadas pelas câmaras municipais em cada concelho”, apontou o presidente da associação comercial.

De acordo com João Rosa, a lei que determina as regras do novo confinamento “é cega”, porque é “feita para todo o país”, embora “as situações de cada região sejam distintas”, pelo que deveriam ser os autarcas a ditar, “com a Saúde Pública” da região, “as necessidades do seu concelho”, assim como “o que devia estar aberto ou encerrado”.

“Esta situação traz sempre prejuízos para o pequeno comércio, em particular a parte da restauração e similares, que parece ser o mais penalizado, assim como as pequenas lojas de fazendas, pronto-a-vestir e sapatarias”, comentou o presidente da associação comercial.

O responsável da Associação de Comércio, Serviços e Turismo de Beja foi mesmo ao ponto de criticar a decisão de encerramento dos restaurantes e cafés.

“Uns voltarão a abrir, outros não. A grande maioria estava a funcionar com todas as medidas aconselhadas, não vejo um risco acentuado que justifique estas medidas. Pelo contrário, vejo a abertura de outros estabelecimentos em que o risco não é mais baixo do que num restaurante”, referiu João Rosa, sem precisar o tipo de estabelecimentos a que se referia.

Ainda assim, segundo o responsável, é “prematuro” avaliar o impacto real que o confinamento vai ter no comércio no distrito de Beja.

Em dezembro, disse à Lusa que “20% a 30% dos sócios” com pequenos estabelecimentos comerciais poderiam fechar as portas até ao final do ano, mas o número, afinal, “foi mais baixo”.

“Não atingiu esses valores, felizmente. Depois deste confinamento? Ouvimos dizer que alguns não vão voltar a abrir, mas as pessoas têm de sobreviver e ir à luta, às vezes com prejuízo e endividamento, portanto é sempre prematuro avançar números”, frisou.

Já sobre as medidas de apoio à economia, anunciadas na quinta-feira, João Rosa considerou que o ‘lay-off’ simplificado, no passado, “foi o mais eficiente e agora será o mesmo”, mas admitiu “não concordar com algumas situações” previstas na lei.

“Tenho algumas dificuldades em perceber que as pessoas que não estejam a trabalhar sejam remuneradas de forma igual. Isto é quase um convite para não trabalhar. Há falta de justiça neste campo”, afirmou.

O confinamento determinado pelo Governo na quarta-feira, no âmbito do novo estado de emergência, para combater a pandemia, encontra-se em vigor desde as 00:00 de sexta-feira até às 23:59 de 30 de janeiro em todo o território de Portugal continental.

 

(Fonte: Agência Lusa) 

Um estudo liderado em Portugal pela Universidade de Évora (UÉ) visa identificar potenciais locais para instalações-piloto de armazenamento geológico de CO2, tecnologia que evita a libertação para a atmosfera do dióxido de carbono produzido pelas indústrias dos setores eletroprodutor, siderúrgico ou cimenteiro. O gás é injetado no subsolo, a grandes profundidades, onde fica sequestrado nas rochas de forma permanente. As consequências são duplamente vantajosas para o ambiente; por um lado, reduzem-se diretamente as emissões de gases com efeito de estufa, por outro, contribui-se para uma economia circular, uma vez que o CO2 capturado pode ser reutilizado na produção de metano ou de combustíveis sintéticos, entre outras aplicações.

Com uma dotação orçamental superior a 10 milhões de Euros, o projeto PilotSTRATEGY - CO2 Geological Pilots in Strategic Territories, coordenado na UÉ por Júlio Carneiro, investigador do Instituto de Ciências da Terra (ICT) e professor no Departamento de Geociências, foi recentemente selecionado pela Comissão Europeia (CE) no âmbito do programa Horizonte 2020 para caracterizar potenciais locais para instalações-piloto de injeção de CO2 em formações geológicas. Em causa está o armazenamento geológico de CO2 como tecnologia de mitigação das alterações climáticas, a caracterização geológica e a apresentação de estudos de engenharia preliminares que permitam o suporte técnico e científico necessário para uma decisão final sobre o financiamento de instalações-piloto de armazenamento de CO2 em formações geológicas da Bacia Lusitaniana (Portugal), Bacia de Paris (França) e da Bacia do Ebro (Espanha).

Júlio Carneiro explica que o armazenamento geológico de CO2 (uma componente das tecnologias CCUS- Captação, Utilização e Armazenamento Geológico de Dióxido de Carbono) “baseia-se na devolução do carbono à sua origem”, entendida como a utilização de formações geológicas como locais seguros para o armazenamento de CO2 capturado em grandes fontes estacionárias, destacando-se as cimenteiras, termoelétricas, refinarias e outras. O armazenamento geológico “evita a libertação para a atmosfera do CO2 produzido por aquelas indústrias, pois o gás é injetado no subsolo, a grandes profundidades, onde fica sequestrado nas rochas de forma permanente”.

Este processo permite “aos sectores industriais e electroprodutores reduzir as suas emissões de gases com efeito de estufa” esclarece o investigador, acrescentando que as tecnologias CCUS “contribuem também para um sistema de economia circular, uma vez que o CO2 capturado pode ser reutilizado na produção de metano, de combustíveis sintéticos e em várias outras aplicações”.

Júlio Carneiro exemplifica, “no sector cimenteiro cerca de 2/3 das emissões resultam do próprio processo de produção do cimento e não da utilização de combustíveis fósseis, não podendo, por isso, ser evitadas através de uma transição para fontes de energia renovável”. Também a Estratégia Nacional do Hidrogénio, recentemente aprovada, “reserva um papel significativo para as tecnologias CCUS, pois perspetiva um papel importante para os combustíveis sintéticos, produzidos a partir do hidrogénio e de CO2 que deve ser capturado em grandes fontes estacionárias” avança ainda o professor da Universidade de Évora.

Liderado pelo instituto francês BRGM- Bureau de Recherches Géologiques et Minières, este projeto envolve dezasseis (16) instituições públicas e privadas de sete (7) países (França, Espanha, Portugal, Grécia, Polónia, Alemanha e Reino Unido), sendo que em Portugal cabe ao ICT da Universidade de Évora, em parceria com a GALP e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICC-UL) o desenvolvimento dos trabalhos.

Aos 47 anos, o brasileiro Mário Jardel deverá voltar, no próximo mês de fevereiro, aos campos de futebol em Portugal, envergando a camisola do Clube de Futebol União Serpense (CFUS), clube da cidade de Serpa, que disputa o Campeonato Distrital da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Beja (AFBeja).

O antigo jogador do F. C. Porto e Sporting esteve nos últimos dias em Portugal e jantou na quarta-feira à noite em Setúbal com Alfredo Mestre, presidente do clube alentejano. No encontro, acertou a assunção do cargo de Coordenador da Formação para a próxima temporada.

"O Mário regressou ao Brasil e quando voltar no próximo mês já estará inscrito na AFBeja. A ideia é jogar 20/30 minutos e ajudar a promover os jovens talentos brasileiros", revelou o líder do clube, acrescentando que "na próxima temporada a formação será uma realidade e ele será peça chave para a captação dos jovens".

Na temporada passada, o CFUS disputou o Campeonato Distrital da 2ª Divisão e quando a competição foi interrompida devido à COVID-19 era o líder da série A, tendo ascendido à principal divisão.

Ligado ao projeto do União Serpense está Júlio César, o antigo guarda-redes do Benfica, ligado ao mundo empresarial de jogadores de futebol, que volta a Serpa no próximo mês de março para tratar de assunto ligados a esse agenciamento.

O presidente do União Serpense fez a revelação ao JN de que o antigo jogador do Estrela da Amadora, F. C. Porto e Juventus, Jorge Andrade, "vai ser o embaixador do clube, propondo-se a dar maior visibilidade ao nosso emblema", concluiu.

Em funcionamento consecutivo há 13 anos, a Geração Depositrão é fruto de uma parceria entre a ERP Portugal, Entidade Gestora de Resíduos, e o Programa Eco-Escolas (ABAE) com o objetivo de estimular a entrega destes resíduos nas escolas e entidades parceiras, garantindo o seu tratamento, descontaminação e reciclagem. No ano letivo 2019/2020, as escolas e entidades portuguesas que participaram nesta edição da Geração Depositrão recolheram cerca de 385 toneladas de REEE (Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos) e 15 toneladas de RP&A (Resíduos de Pilhas e Acumuladores), fechando o programa com a recolha de cerca de 400 toneladas, considerando um total de 427 pontos de recolha em todo o país, o que se traduz no peso médio de recolha equivalente a mais de 900 kg.

Anualmente, as escolas participantes correspondem ao envolvimento de mais 420 mil alunos e cerca 42 mil professores de todos os níveis de Ensino.

O distrito de Évora foi responsável pela recolha de cerca de 13 toneladas de REEE e pilhas, destacando-se a ação da Escola Básica de Mora. Este estabelecimento de ensino somou mais de 3 toneladas de resíduos, contribuindo fortemente para a representatividade da região a nível nacional. No top 3 encontramos, também, as escolas EB 2,3 Sebastião da Gama e Escola Básica Manuel Ferreira Patrício, com aproximadamente 2400 kg e 2000 kg, respetivamente.

 

Decorreu ontem, em Évora, no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), o debate instrutório do processo relativo à derrocada da estrada de Borba.

A diligência, acompanhada em permanência pela Rádio Campanário, decorreu no dia de hoje, e é já o fim da fase da Instrução, requerida por cinco dos oito arguidos do processo nomeadamente, António Anselmo e Joaquim Espanhol, presidente e vice-presidente do município de Borba, assim como pelo antigo diretor regional de Economia do Alentejo, João Filipe de Jesus, Maria João Figueira da Direção-Geral de Energia e Geologia e o responsável técnico da empresa Paulo Alves.

Os restantes arguidos são a sociedade Ala de Almeida Limitada, que possui a licença de exploração da pedreira, e outros dois funcionários da DGEG, José Pereira e Bernardino Piteira.

Na sessão de ontem, o advogado de defesa de João Filipe Jesus, antigo diretor regional de Economia do Alentejo, referiu que o seu arguido exerceu funções entre 2012 e 2015 e que durante esse período existiram relatórios, nomeadamente da Universidade de Évora e do Instituto Superior Técnico de que “nenhum estudo falava em perigo iminente e todos preconizavam pregagens no talude”.

Por sua vez, o advogado de Maria João Figueira da Direção-Geral de Energia e Geologia, referiu que a arguida “a partir de abril de 2015 deixou de ter responsabilidade sobre as pedreiras” não podendo nada ser-lhe “imputado por não ter agido”.

O advogado de defesa alega que “não há nenhum indício que possa ser apontado até 2015” a Maria João Figueira. O mesmo refere ainda que o relatório pericial da derrocada da N255 entre Borba e Vila Viçosa “diz que não pode determinar as causas” da queda da estrada, estando por isso a pôr “em causa o seu próprio relatório”. O advogado explica ainda que este relatório do perito refere que “não põe em causa os estudos” referidos anteriormente, estando por isso “a contradizer-se”.

O advogado de Paulo Alves, responsável técnico da empresa, explica que o seu cliente iniciou funções na empresa em 2007, referindo que nessa data “já se conheciam os problemas de instabilidade”.

Afirma que em 2007 a empresa contactou a Universidade de Évora para a execução de um relatório sobre a pedreira e sobre o dia da derrocada diz: “há trabalhadores que dizem que houve explosões e outros que dizem que não. O relatório da Polícia Judiciária diz que não houve. Mas, mesmo havendo estas explosões, elas estão autorizadas”. No entanto, afirma que “não houve explosões na pedreira do Olival Grande, o início da derrocada foi na pedreira do Carrascal”.

O advogado termina concluindo que “não há relação entre Paulo Alves e os trabalhadores” pois este apenas “fazia prestação de serviços com a Ala de Almeida e apenas lá ia uma vez por mês”, não havendo por isso “indícios para pronunciar Paulo Alves”.

Por fim, o defensor da empresa Ala de Almeida Limitada afirma que “o deslizamento aconteceu no Carrascal”, sendo que “na pedreira de São Sebastião [pertencente à empresa Ala de Almeida] apenas caiu uma pequena parte do que era a fissura”.

Garante, porém, que “não queremos passar a culpa para a pedreira do lado”, mas que a empresa Ala de Almeida Limitada tinha desde 2017 autorização para trabalhar na pedreira e os planos de segurança entregues. Acrescenta ainda que “as regras de segurança foram sempre asseguradas para os trabalhadores e para as pessoas que passavam na estrada”.

O defensor explica ainda que “a água que inundou a caixa estava na pedreira do Carrascal”.

Sobre o Ministério Público referir que a empesa Ala de Almeida ter antecipado “a tragédia”, o advogado afirma que “não se pode antecipar um deslizamento. Estes deslizamentos são rápidos”. “Toda a gente sabe que o Carrascal está cheio de água”, afirma. “O que fez o acidente acontecer foi a água, mas o Ministério Público não teve meias medidas e atacou a empresa que estava a explorar a pedreira”.

Aguarda-se agora informação se o juiz de instrução criminal (JIC), no final desta fase processual da instrução, decidirá por despacho de pronúncia ou de não pronúncia, submetendo ou não os arguidos a julgamento.

Recorde-se na tarde de 19 de novembro de 2018, um troço de cerca de 100 metros da Estrada Municipal 255, entre Borba e Vila Viçosa colapsou devido ao deslizamento de um grande volume de rochas, blocos de mármore e terra para o interior de duas pedreiras. O acidente causou a morte de dois operários de uma empresa de extração de mármore na pedreira que estava ativa e de outros três homens, ocupantes de duas viaturas automóveis que seguiam no troço da estrada e que caíram para o plano de água da pedreira sem atividade.

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