Foi furtado do interior de uma residência em Vila Viçosa um cartão multibanco com o qual foram efetuados quatro levantamentos em caixas ATM.

A denúncia foi apresentada esta quinta-feira, 30 de outubro, no Posto Territorial de Vila Viçosa.

À Rádio Campanário, o major Rogério Copeto do Comando Distrital de Évora da GNR, confirma a ocorrência, dizendo que “a vítima não consegue apurar” quando tal aconteceu.

Quanto à existência de suspeitos, o major Copeto diz que “é um crime contra o património onde não há arrombamento não há escalamento, de um cartão multibanco e com esse cartão fizeram alguns levantamentos”.

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Na sequência da intenção da Câmara Municipal de Vila Viçosa em enviar para o Ministério Público uma denúncia referente ao contrato de compra-venda do edifício do ex-quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa por “incumprimento da associação”, a direção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa reuniu no dia 27 de outubro com os restantes órgãos sociais a fim de deliberar a atitude a tomar face à denúncia ao Ministério Público.

À Rádio Campanário, Inácio Esperança explica que “o empréstimo que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa contraiu para fazer face à construção do novo quartel cumpriu todas as suas obrigações para com o banco e desde 18 de setembro de 2014 o empréstimo está totalmente liquidado”.

Inácio Esperança diz que “a associação cumpriu para com o município todas as suas obrigações”, tendo solicitado, “em 2006 autorização para hipotecar o antigo quartel e obteve aprovação da câmara liderada, então, pelo presidente Manuel Condenado”, acrescentando, “em 2 de dezembro de 2013 antes do pagamento pelo município da ultima prestação, informou o município de toda a situação tendo sido aceite um contrato de comodato desde 2 de dezembro de 2013 até à liquidação do empréstimo”.

O tesoureiro da associação refere que “face às palavras proferidas pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, onde insinua que a direção da associação usou dinheiro da Câmara Municipal para outros fins, que não o pagamento do empréstimo”, irá esta associação ponderar “na intenção de defender o bom nome da instituição e dos seus dirigentes, apresentar uma participação crime contra o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa no Ministério Público”.

O dirigente realça que no contrato de promessa não há nada que ateste que “o dinheiro que a câmara paga das prestações do quartel de que era promitente compradora, tem que ser aplicado no pagamento das prestações”, acrescentando, “se nós pedimos um período de carência era porque precisávamos de ter encaixe financeiro no inicio da obra para arrancar com a obra e a desenvolver, e obviamente a escritura também não foi feita em dezembro porque o senhor presidente da câmara aceitou um contrato de comodato com a associação”, reiterando, “nada diz na escritura de compra e venda ou do contrato de compra e venda que fizemos com a câmara, que o dinheiro das prestações de câmara tem que ser integralmente para pagar o empréstimo, a câmara não é vista nem achada no empréstimo, comprou um bem e estava a pagar esse bem a prestações porque não tinha dinheiro para o pagar na totalidade”.

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A construção da Biblioteca e Arquivo Municipal que seria construída junto ao antigo Museu do Mármore, instalada na antiga estação de caminho-de-ferro, um investimento no valor de 2,4 milhões de euros, obra entregue à empresa Lena Construções Atlântico e com o prazo de conclusão de 18 meses, voltou ao ponto de partida com a autarquia calipolense a ter que indemnizar a empresa em 188 mil euros.

O projeto que foi sujeito a muitas contestações, obrigações e opiniões não passou das escavações iniciais

Com as eleições autárquicas de 2009 e a mudança de executivo, a construção da Biblioteca foi suspensa, com anúncio em setembro de 2011, pelo anterior edil, Luís Caldeirinha Roma, alegando para a suspensão da obra “dificuldades financeiras” e fundamentando a decisão de que “o projeto estava mal feito e que o erro da antiga gestão rondaria os 350 a 400 mil euros por ano, pelo que a “Biblioteca e Arquivo Municipal estava para Vila Viçosa como o TGV para o país”.

Posteriormente, o município calipolense viu-se “abraços” com um processo de pedido de indemnização pela empresa a quem foi adjudicada a obra, que o atual presidente da Câmara Municipal, Manuel Condenado, divulgou na Assembleia Municipal, realizada a 21 de novembro de 2013, ter um valor de 500 mil euros.

Entretanto o autarca avançou à Rádio Campanário que o valor da indemnização “está integralmente paga, estando agora a autarquia a recuperar o espaço, “já tapamos o buraco e vamos agora construir os muros que foram derrubados”, não descartando a conclusão do projeto, “porque consta do nosso programa eleitoral”, acrescentando, “penso que a Biblioteca e o Arquivo Histórico Municipal poderia ser uma das prioridades e uma obra necessária e de grande valia para o concelho de Vila Viçosa”.

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O orçamento para 2015 e as grandes opções do plano para o ano de 2015 – 2018 da Câmara Municipal de Vila Viçosa foi aprovado em reunião de câmara realizada esta quarta-feira, 22 de outubro, no valor de 9 milhões 382 mil 184 euros.

À Rádio Campanário Manuel Condenado diz que “o plano de atividades e o orçamento são documentos de transição” devido a “um período de equilíbrio financeiro que está a decorrer bem”.

“Há um condicionalismo na elaboração do orçamento, que são os encargos de anos anteriores à volta de 2 milhões e meio de euros”, refere.

O autarca salienta que “a maior fatia vai para o pessoal”, cerca de 3 milhões de euros, “este ano por força de decisão governamental vão nos ser retirados 50 mil euros para o Fundo de Apoio Municipal, tiram-nos a nós para emprestar a outros câmaras e temos várias retenções de verbas que são enviadas para a câmara, do Orçamento de Estado” de cerca de 70 mil euros.

Manuel Condenado refere que a Câmara Municipal de Vila Viçosa “prescindiu de algumas receitas”, nomeadamente, “as isenções de apoio ao comércio local e a isenção das bancas do mercado e prescinde de 1% do IRS que são 50 mil euros”.

Referente às grandes opções do plano, Manuel Condenado diz que “a maior fatia vai para as funções sociais, um valor de 2 milhões 483 mil e 170 euros “, representando 75%.

O autarca diz que a Câmara Municipal de Vila Viçosa tem uma “capacidade de endividamento de cerca de 1 milhão de euros”.

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O número de pessoas carenciadas apoiadas pela Cáritas Portuguesa aumentou no primeiro semestre do ano, face ao período homólogo de 2013.

Segundo a instituição, só neste período a Cáritas Portuguesa apoiou 73 828 pessoas.

Uma situação que se reflete em Vila Viçosa, onde a Cáritas Paroquial de Nossa Senhora da Conceição apoia nas suas diferentes valências, “250 famílias, entre todos os serviços da instituição, sendo 100 da valência atendimento/acompanhamento social, a valência de resposta direta aos problemas das pessoas”.

Os dados foram avançados à Rádio Campanário pelo secretário-geral da instituição, Tiago Abalroado.

Segundo o responsável “regista-se claramente um aumento do número de pedidos de ajuda, como também ao nível das situações que são diagnosticadas pela instituição, naquilo que é a ação social da Cáritas muitas vezes são detetados alguns casos a que chamamos pobreza envergonhada”.

Tiago Abalroado conta que os pedidos são sobretudo “na área alimentar mas também para pagamento das contas de eletricidade e água, tudo decorrente da grave situação em que as famílias se encontram neste momento e que é muito preocupante”, referindo que a situação de desemprego é o que leva as famílias a passar dificuldades que “constitui uma calamidade”.

“Curiosamente, mais recentemente o que se passa é que estamos a apoiar famílias mais novas, sobretudo em início de vida ou numa faixa etária até aos 40, 50 anos”, salienta.

O secretário-geral da Cáritas de Vila Viçosa realça que “a instituição devido à sua natureza cristã não deixa ninguém sem resposta, não havendo capacidade da instituição no imediato de dar uma resposta a uma situação específica, temos que nos socorrer da rede social e aqui privilegia-se sempre a rede de parceria que existe entre as entidades”.

 

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O jovem calipolense Vítor Hugo Gazimba sagrou-se campeão da 4ª Divisão norueguesa ao orientar a formação sub 21 do Stromsgodset e consumou a subida ao terceiro escalão.

À Rádio Campanário, Vítor Hugo sente que “o dever está cumprido, foi uma época longa e o principal objetivo foi a subida de divisão e conseguirmos sagrar-nos campeões da 4ª Divisão foi um extra”.

O treinador de Vila Viçosa refere que “foi a 16ª vitória consecutiva algo que o clube nunca tinha conseguido, o que nos deixa bastante satisfeitos”, acrescentando, “foi uma época onde se deu um passo ao objetivo pretendido, uma época bem sucedida e isso é o mais importante”.

Quando questionado sobre projetos, Vítor Hugo Gazimba diz que pretende “ficar na Noruega a cumprir o contrato e estamos numa altura de definir novos objetivos para a próxima época onde iremos disputar um campeonato mais exigente”, desejando que a equipa se classifique “na primeira metade da tabela”.

A nível pessoal o treinador quer “continuar a dar uma boa imagem e continuar a trabalhar arduamente e diariamente para conseguir alcançar os novos objetivos”.

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Recorde-se que Vítor Hugo de 27 anos especializou-se em futebol, tirou o curso de treinador e já orientou os Escalões de Formação do Juventude de Évora.

 

A aventura no estrangeiro começou quando se encontrava em Lisboa a fazer o doutoramento na Faculdade de Motricidade Humana em treino desportivo, tendo sido abordado pelos dirigentes do Stromsgodset da Noruega, que procurava um treinador para a equipa de sub 21.  

Foto: D.R.

A Câmara Municipal de Vila Viçosa já está a terminar as linhas condutoras do orçamento municipal para 2015.

Um orçamento que terá um corte de cerca de 2 milhões de euros, relativamente ao orçamento deste ano de 2014, que rondava os 9,5 milhões de euros.

Segundo nos disse o Vice-Presidente da Autarquia Calipolense, Luis Nascimento, este será “um orçamento mais reduzido, que o orçamento do ano passado”, fato que “se prende com as regras impostas pelo governo para elaboração dos documentos provisionais nas autarquias locais”.

Apesar de ainda não serem conhecidas as rubricas onde o executivo camarário irá fazer cortes orçamentais, certo é que o orçamento para 2015 irá rondar os 7,5 milhões de euros, um documento que irá ser submetido a aprovação em reunião de câmara e posteriormente na Assembleia Municipal.

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O emblemático edifício das Estradas de Portugal, conhecido como a Casa dos Cantoneiros e que chegou mesmo a ser equacionado ser transformado em posto da GNR, foi a leilão no passado dia 3 de Outubro, tendo ficado ainda nas mãos da empresa pública.

Segundo a informação que conseguimos recolher junto da Estradas de Portugal, o imóvel foi a leilão no passado dia 3 de Outubro, por um valor de 227.626€ tendo o mesmo ficado deserto, ou seja, não houve interessados em pagarem o mesmo ou valor superior ao pedido em leilão para adquire o imóvel.

Ainda segundo fonte oficial da Estradas de Portugal o destino agora do imóvel será novo leilão ou então será vendido a algum interessado que pague o valor que estava como base no leilão realizado.

Recordamos que a Câmara Municipal de Vila Viçosa, chegou a equacionar em abril deste ano transferir o posto da GNR para este edifício, chegando mesmo a ser visitado pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, conjuntamente com o Coronel Pedro Costa Lima e um representante da Estradas de Portugal.

 

Este imóvel localizado na zona histórica de Vila Viçosa, mesmo junto ao Castelo, tem uma área descoberta de 486m2 e uma área coberta de 310m2.

Esta quinta-feira (9 de Outubro), pelas 00H20, foi detido pelo Núcleo de Investigação Criminal do Destacamento Territorial de Reguengos de Monsaraz, na localidade de Vila Viçosa, um individuo de 18anos de idade, nacionalidade portuguesa e residente nesta localidade, pelo crime de posse/tráfico de estupefacientes.

O individuo foi detido no âmbito de uma operação de combate à criminalidade, tendo sido detetado na sua posse 6,4 gr de haxixe, que foi aprendido.

 

O detido foi constituído arguido e presente ao Tribunal de Vila Viçosa, tendo-lhe sido aplicada a suspensão provisória do processo pelo período de oito meses, mediante a prestação de serviço comunitário.

O calipolense Tiago Salgueiro lançou uma petição pública “Pela Criação da Casa Museu de Florbela Espanca em Vila Viçosa”.

À Rádio Campanário Tiago Salgueiro diz que esta petição é da sua responsabilidade “enquanto cidadão calipolense”, resultado das preocupações que lhe foram transmitidas “por algumas pessoas de Vila Viçosa sobre esta matéria”.

Tiago Salgueiro diz que “há um espólio que é do Grupo de Amigos de Vila Viçosa que está no Posto de Turismo e que segundo indicações está a ser recuperado neste momento através de um protocolo com outras instituições, o que realmente me motivou a avançar para esta petição pública é a preocupação relativamente ao espólio da Florbela Espanca e a necessidade que existe em criar uma Casa Museu que permita celebrar a memoria da poetisa calipolense”, considerando que “este tema tem vindo a ser sucessivamente adiado e enquanto cidadão decidi lançar esta iniciativa de modo a consciencializar os calipolenses mais interessados sobre esta matéria, da necessidade de preservar esta memória que é de todos nós”.

O investigador refere que “Vila Viçosa não deu resposta” às solicitações “dos muitos turistas que nos visitam e colocam perguntas sobre as suas cartas, os seus manuscritos e os seus livros”.

O responsável pela petição apela a que “as entidades locais com responsabilidade, o Grupo de Amigos de Vila Viçosa e outros organismos que fazem parte do tecido social de Vila Viçosa possam dar a sua contribuição para se encontrar uma solução que irá valorizar o nome de Vila Viçosa e da própria Florbela”.

Relativamente ao espaço para a Casa Museu, Tiago Salgueiro refere que “existem várias alternativas em Vila Viçosa com ligação à Florbela Espanca, a casa onde Florbela viveu pertence a particulares, houve uma tentativa de negociação, o meu apelo vai no sentido de serem retomadas essas negociações e encontrar aqui um acordo que permita a instalação deste museu”, considerando haver uma divida para com Florbela Espanca.

Depois de recolhidas as assinaturas, a petição será entregue na Câmara Municipal de vila Viçosa “de forma suprapartidária”, salvaguarda Tiago Salgueiro, indo mais longe, “enquanto calipolense não podia ficar indiferente a este tema e já peca por tardio este movimento, Vila Viçosa tem muito a ganhar com a criação desta Casa Museu”, realçando que “não é fácil, os tempos são difíceis e os fundos não são abundantes mas a Câmara Municipal tem condições junto com a comunidade local para avançar com um projeto que dignifique quer o nome de Florbela quer o nome de Vila Viçosa”.

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A poetisa Florbela Espanca nasceu em Vila Viçosa, a 8 de dezembro de 1894, tendo falecido em Matosinhos, na noite de 7 para 8 de dezembro de 1930, com 36 anos.

Foi sepultada naquela localidade do norte, mas os seus restos mortais foram depois trasladados para o cemitério de Vila Viçosa.

 

“Livro de Mágoas”, “Livro de Soror Saudade”, Charneca em Flor” ou “Juvenília”, são algumas das obras de Florbela Espanca, considerada uma das mais brilhantes poetisas de língua portuguesa de todos os tempos.                  

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