A Câmara Municipal de Moura divulgou, este domingo, que de acordo com os dados transmitidos pela Autoridade de Saúde Pública, foram registados mais cinconovos casos de COVID-19 no concelho, designadamente 3 em Moura, 1 em Safara e 1 em Sobral da Adiça.

Segundo os dados divulgados pela autarquia, desde o início da pandemia o concelho de Moura já registou 141 casos recuperados e 16 casos ativos de COVID19, dos quais 9 em Moura, 4 em Amareleja, 2 em Safara e 2 em Sobral da Adiça.

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Moura recomenda a toda a população que "cumpra de forma rigorosa as orientações emanadas pela Direção Geral da Saúde, nomeadamente a higienização frequente das mãos, utilização de máscara e o cumprimento do distanciamento social".

O Conselho de Notáveis da Universidade de Évora anunciou este sábado que este ano letivo não se vão realizar as tradicionais praxes académicas.

Em comunicado, o Conselho de Notáveis esclarece que “este ano, a pandemia impede que a Tradição Académica seja vivida da forma a que estamos habituados” e que “acompanhando ao longo dos meses as recomendações da Direção Geral de Saúde e as medidas do Governo, debateram-se e equacionaram-se vários cenários para a realização de uma praxe segura”.

“Tendo em conta a situação atual e de forma a salvaguardar a segurança de todos os alunos, bem como da restante comunidade, o Conselho de Notáveis não vê reunidas as condições para a realização de qualquer tipo de atividades relacionadas com a praxe académica que coloquem em causa a saúde pública”, lamentou.

O Conselho de Notáveis refere ainda que “continuará atento à evolução da situação, com o objetivo de efetivar soluções adaptadas aos tempos atuais, até que se seja possível vivenciar novamente a Tradição Académica na sua plenitude”.

Foram divulgadas, este domingo, as colocações da 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, tendo sido colocados 50.964 estudantes no ano letivo de 2020-21, representando um aumento de 15% face a 2019 e 21% face a 2015.

De acordo com a informação disponibilizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, com este número, prevê-se que se inscrevam no ano letivo que agora começa cerca de 95 mil novos estudantes no ensino superior público e privado, incluindo cerca de 73 mil estudantes nos cursos de licenciatura e mestrados integrados e mais de 9,5 mil estudantes em formações curtas de âmbito superior (i.e., cursos técnicos superiores profissionais, TESP’s).

Na primeira fase do concurso de acesso ao Ensino Superior ficaram por preencher 6.050 vagas – menos 684 do que em 2019.

Já no Alentejo, foram colocados 1.857 novos alunos no Ensino Superior, distribuídos pela Universidade de Évora, Politécnico de Portalegre e pelo Politécnico de Beja.

COLOCADOS NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA

 

Nome da Instituição

Nome do Curso

Grau

Vagas Iniciais

Colocados

Colocados (desemp.)

Colocados (sem class. final)

Vaga adic. (sem class. final)

Vaga adic. (vagas autónomas)

Nota do últ. colocado (cont. geral)

Sobras para
2ª fase

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Biologia Humana

L1

32

32

0

1

1

1

131,6

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Agronomia

L1

30

30

0

2

2

0

130,8

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Biologia

L1

38

38

0

2

2

0

134,2

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Bioquímica

L1

37

37

0

0

0

0

125,1

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Biotecnologia

L1

25

25

0

1

1

0

120,7

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Engenharia e Gestão Industrial

L1

22

3

0

0

0

0

140,4

19

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Engenharia Informática

L1

57

57

0

0

0

0

133,9

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Geografia

L1

28

28

0

4

4

0

116,8

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Matemática Aplicada à Economia e à Gestão

L1

40

29

0

0

0

0

113,9

11

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Ciências do Desporto

L1

52

52

0

0

0

0

137,1

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Engenharia Mecatrónica

L1

40

29

0

0

0

0

107,9

11

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Enologia

L1

10

10

0

0

0

0

127,9

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Ciência e Tecnologia Animal

L1

35

35

0

1

1

0

133,4

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Reabilitação Psicomotora

L1

25

25

0

2

2

0

135,6

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Medicina Veterinária

MI

55

55

0

0

0

0

165,8

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Engenharia de Energias Renováveis

L1

20

3

0

0

0

0

126,1

17

Universidade de Évora - Escola de Ciências e Tecnologia

Ecologia e Ambiente

L1

20

5

0

0

0

0

120,2

15

Universidade de Évora - Escola de Artes

Design

L1

39

39

0

0

0

0

147,9

0

Universidade de Évora - Escola de Artes

Teatro

L1

24

24

0

0

0

0

125,3

0

Universidade de Évora - Escola de Artes

Arquitetura

MI

42

42

0

0

0

0

135,7

0

Universidade de Évora - Escola de Artes

Artes Plásticas e Multimédia

L1

45

30

0

1

0

0

122,7

14

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

História e Arqueologia

L1

37

37

0

0

0

0

124,4

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Ciências da Educação

L1

30

30

0

0

0

0

128,3

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Economia

L1

42

42

0

0

0

0

132,9

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Gestão

L1

69

69

0

0

0

0

146,4

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Psicologia

L1

52

52

0

1

1

0

153,7

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Relações Internacionais

L1

60

60

0

3

3

1

148,8

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Sociologia

L1

44

44

0

4

4

0

128,8

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Turismo

L1

39

39

0

2

2

0

129,5

0

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Património Cultural

L1

26

18

0

0

0

0

110,4

8

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Educação Básica

L1

22

16

0

0

0

0

114,9

6

Universidade de Évora - Escola de Ciências Sociais

Línguas e Literaturas

L1

50

50

0

0

0

0

120,6

0

 

 COLOCADOS POLITÉCNICO DE BEJA

 

Nome da Instituição

Nome do Curso

Grau

Vagas Iniciais

Colocados

Colocados (desemp.)

Colocados (sem class. final)

Vaga adic. (sem class. final)

Vaga adic. (vagas autónomas)

Nota do últ. colocado (cont. geral)

Sobras para
2ª fase

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior Agrária

Agronomia

L1

57

10

0

3

0

0

103,0

44

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior Agrária

Engenharia do Ambiente

L1

31

0

0

0

0

0

 

31

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior Agrária

Ciência e Tecnologia dos Alimentos

L1

30

2

0

0

0

0

127,1

28

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior Agrária

Tecnologias Bioanalíticas

L1

32

0

0

0

0

0

 

32

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Educação

Audiovisual e Multimédia

L1

30

23

0

0

0

0

113,2

7

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Educação

Serviço Social

L1

52

44

0

3

0

0

95,0

5

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Educação

Desporto

L1

30

30

0

1

1

0

134,3

0

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Educação

Educação Básica

L1

24

2

0

0

0

0

122,6

22

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Tecnologia e de Gestão

Solicitadoria (regime de ensino a distância)

L1

43

23

0

3

0

0

97,0

17

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Tecnologia e de Gestão

Engenharia Informática

L1

72

19

0

0

0

0

121,3

53

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Tecnologia e de Gestão

Gestão de Empresas

L1

33

33

0

2

2

0

113,5

0

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Tecnologia e de Gestão

Solicitadoria

L1

35

35

0

1

1

0

125,8

0

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Tecnologia e de Gestão

Turismo

L1

38

20

0

1

0

0

109,7

17

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Tecnologia e de Gestão

Gestão de Empresas (regime pós-laboral)

L1

24

2

0

1

0

0

95,0

21

 

COLOCADOS POLITÉCNICO PORTALEGRE

Nome da Instituição

Nome do Curso

Grau

Vagas Iniciais

Colocados

Colocados (desemp.)

Colocados (sem class. final)

Vaga adic. (sem class. final)

Vaga adic. (vagas autónomas)

Nota do últ. colocado (cont. geral)

Sobras para
2ª fase

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Educação e Ciências Sociais

Serviço Social (regime pós-laboral)

L1

20

0

0

0

0

0

 

20

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Educação e Ciências Sociais

Educação Social

L1

25

3

0

0

0

0

115,2

22

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Educação e Ciências Sociais

Serviço Social

L1

35

30

0

2

0

0

109,3

3

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Educação e Ciências Sociais

Turismo

L1

32

9

0

0

0

0

111,3

23

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Educação e Ciências Sociais

Jornalismo e Comunicação

L1

43

39

0

3

0

0

110,4

1

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Educação e Ciências Sociais

Educação Básica

L1

22

1

0

0

0

0

 

21

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Design de Comunicação

L1

27

13

0

1

0

0

115,0

13

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Engenharia Informática

L1

39

13

0

1

0

0

125,0

25

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Gestão

L1

47

46

0

0

0

0

109,7

1

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Administração de Publicidade e Marketing

L1

36

36

0

0

0

0

117,5

0

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Gestão (regime pós-laboral)

L1

28

0

0

0

0

0

 

28

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Tecnologias de Produção de Biocombustíveis

L1

25

3

0

0

0

0

114,5

22

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Tecnologia e Gestão

Design de Animação e Multimédia

L1

32

32

0

0

0

0

145,8

0

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior Agrária de Elvas

Agronomia

L1

37

5

0

0

0

0

127,8

32

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior Agrária de Elvas

Enfermagem Veterinária

L1

40

35

0

4

0

0

98,0

1

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior Agrária de Elvas

Equinicultura

L1

22

6

0

0

0

0

127,1

16

 

COLOCADOS NO ALENTEJO NA ÁREA DA SAÚDE

Nome da Instituição

Nome do Curso

Grau

Vagas Iniciais

Colocados

Colocados (desemp.)

Colocados (sem class. final)

Vaga adic. (sem class. final)

Vaga adic. (vagas autónomas)

Nota do últ. colocado (cont. geral)

Sobras para
2ª fase

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Saúde

Terapia Ocupacional

L1

26

25

0

3

2

0

107,5

0

Instituto Politécnico de Beja - Escola Superior de Saúde

Enfermagem

L1

37

37

0

2

2

0

142,0

0

Universidade de Évora - Escola Superior de Enfermagem de São João de Deus

Enfermagem

L1

66

66

0

3

3

0

148,5

0

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Saúde

Enfermagem

L1

60

60

0

2

2

0

133,4

0

Instituto Politécnico de Portalegre - Escola Superior de Saúde

Higiene Oral

L1

20

7

0

1

0

0

125,7

12

À margem da apresentação do Programa ATL-100, promovido pelo CEiiA e pela DESAER, que vai centrar na cidade de Évora o desenvolvimento, fabrico e operação de uma nova aeronave ligeira, Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal eborense, falou à Rádio Campanário sobre o recente surto de COVID-19 registado no Comando Territorial de Évora da GNR.

O autarca informou que registam-se nove casos ativos “entre militares e contactos familiares” e que “há dois dias que não se registam novos casos associados a este surto”. Carlos Pinto de Sá mencionou ainda que este surto “ainda está em investigação” e que “pode ainda surgir mais casos”.

Para além dos surtos registados recentemente na GNR e no Lar de Idosos da Quinta da Sisusa, o edil refere que têm surgido “casos pontuais”, que “é o que vai acontecer e temos que estar preparados para isso nas próximas semanas ou até nos próximos meses”.

“Precisamos de atuar de imediato, no sentido de cortar as cadeias de transmissão e neste momento não temos contágios comunitários, que era a nossa grande preocupação”, enaltece Carlos Pinto de Sá.

Carlos Pinto de Sá falou ainda sobre "um grande Fórum relativamente ao Turismo, que se vai realizar no início de novembro. Queremos que seja um fórum de continuidade, anual e que discuta o futuro do turismo e o «turismo do futuro». Digamos que é o grande projeto que está aí no imediato, para além do que estamos aqui a apresentar [nova aeronave]”.

O Programa ATL-100 promovido pelo CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto) e pela DESAER (Desenvolvimento Aeronáutico), vai centrar na cidade de Évora o desenvolvimento, fabrico e operação de uma nova aeronave ligeira, criando em cinco anos 1.200 postos de trabalho qualificados. O projeto foi apresentado na tarde de ontem, dia 25 de setembro, no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), em Évora, e contou com a presença da Ministra da Coesão Social, Ana Abrunhosa e do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Em declarações aos jornalistas, Miguel Braga, diretor do CEiiA, para a Aeronáutica e Defesa, explicou que o ATL-100 “100 é uma aeronave de transporte leve, para operar em pistas com condições não muito exigentes, com um alcance de 1.600 kms. Pode parecer muito para Portugal ou para a Europa, mas para os países de destino Africa, América do Sul são distâncias curtas” e que “está preparado para aterrar e levantar voo em aeródromos, que tipicamente não podem receber outra tipologia de aeronaves, em função de terem pistas, por exemplo, de 600m, que não permite aterrar ou levantar voo”.

“É uma aeronave preparada para logística e para transporte de até 19 passageiros e é uma aeronave com uma capacidade e uma flexibilidade que permite, por exemplo, apenas em 2 horas transformar a cabine de passageiros para carga e vice-versa. Portanto, isso é, para empresas de logística e para as grandes empresas que precisam de fazer chegar passageiros rapidamente a uma unidade industrial, está é uma alternativa para mobilidade rápida para zonas menos desenvolvidas, no ponto de vista das infraestruturas, como África e América do Sul”, descreveu Miguel Braga.

Questionado pelo que levou o CeiiA a escolher o Alentejo e a cidade de Évora, o diretor salientou que “o CEiiA e Évora têm uma relação muito próxima. Temos aqui um escritório no PACT há muito tempo, estivemos nos últimos anos a olhar justamente para o aparecimento de uma oportunidade para trazer para aqui um grande projeto. Quando fomos abordados pelos nossos parceiros brasileiros, olhámos imediatamente para Évora como o ponto onde queremos desenvolver a engenharia e a tecnologia associada á aeronave e é desde essa altura, portanto, estamos a falar há quase dois anos atrás, que viemos falar com a CCDR do Alentejo”

Miguel Braga enalteceu ainda que a CCDRA “teve uma postura excecional de defesa da região e foi muito pró-ativa na forma como desde logo abraçou o desafio, na forma como criou as condições para já estarmos cá, designadamente utilizando os mecanismos de financiamento dos Programas Operacionais, mas acima de tudo a emoção que também pôs neste projeto e é quase a terceira parte desta parceria – o CEiiA, a DESAER e o Alentejo, designadamente Évora. Portanto, era uma escolha óbvia, porque não só queríamos vir para Évora, mas porque Évora fez tudo para nos ter cá.

Relativamente aos 1.200 postos de trabalho que estão previstos ser criados, o diretor do CEiiA esclareceu que “o emprego qualificado que pretendemos criar não é só em Évora, onde está a fase de desenvolvimento do projeto, mas por mais locais do Alentejo, como Ponte de Sor, Grândola e como outras áreas da região”, frisando que “é inevitável que tem de vir gente de fora, mas esse é justamente o objetivo do projeto – é para atrair e qualificar para o Alentejo. Na área da aeronáutica, os perfis que trabalham neste setor, mais que o salário, têm normalmente uma preocupação com o projeto onde vão trabalhar, com o desafio profissional e tecnológico, com a forma como se vão valorizar profissionalmente por estarem num projeto. Esse é o principal fator da atração de recursos. E depois estes perfis têm outra característica relevante, que é a mobilidade. São engenheiros que estão habituados a, muito rapidamente, num mês trabalharem em Lisboa, noutro mês trabalharem no Porto, a seguir trabalharem em Hamburgo, porque a Airbus os desafiou para um projeto interessante, ou irem para o Brasil. A mobilidade já é em si uma característica deste tipo de profissionais e o facto de Évora ter uma qualidade de vida interessante e do facto de ter experiência em acolher profissionais, como aconteceu com as fábricas da EMBRAER, que têm sabido atrair e qualificar, os nossos engenheiros que vão trabalhar neste escritório vêm de todo o país, vêm compatriotas nossos do Brasil, que vão viver cá. Por isso há um efeito multiplicador inevitável com este projeto, o que nos engradece ainda mais”.

Sobre o investimento previsto, Miguel Braga afirmou que “o investimento que estimamos é de 164 milhões de dólares, feitos ao longo do programa e este investimento terá, como já está a ter nesta fase inicial, um financiamento ao nível dos instrumentos competitivos que os Programas Operacionais das diferentes regiões gerem, mas a grande fatia do investimento vai ser assegurada pelos parceiros, pela DESAER e pelo CEiiA, e numa segunda linha por investidores maioritariamente internacionais, com quem nós já andamos a falar quase desde que começámos a falar com a DESAER”.

“Nós e a DESAER, juntos, temos olhado para esses investidores, que estão em diferentes geografias, como por exemplo na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos ou na China, e quando nós estivermos as coisas mais próximas de estar fechadas, teremos todo o gosto em partilhar essa informação. Até lá, o segredo é a alma do negócio”, disse.

O diretor da CEiiA esclareceu que neste momento têm 20 milhões de euros para a fase de desenvolvimento, “que é o que vai acontecer aqui. Nós queremos ter 50 engenheiros a trabalhar em permanência, dedicados em exclusivo ao desenvolvimento deste programa até ao final do ano de 2020, com os run-up´s normais de todo o desenvolvimento”, referiu

“Estamos a falar de engenharia, estamos a falar de desenvolvimento e estamos a olhar para a região. É inevitável olharmos para Beja, é ainda mais inevitável olharmos para Ponte de Sor, conhecemos muito bem o projeto que a Câmara Municipal de Ponte de Sor tem posto ao longos dos últimos anos a funcionar em redor do seu Aeródromo e portanto é natural que olhemos para essa geografia para situarmos uma fábrica, para situar uma linha de montagem final, porque essa linha tem que estar em cima de uma pista, quem tem que ter as condições técnicas para este tipo de aeronaves poderem se levantar, designadamente nos ensaios de voo”, explicou Miguel Braga.

O dirigente admitiu que Beja e Ponte de Sor “são as duas geografias que, olhando para as condições das pistas disponíveis nos dois concelhos, são alternativas óbvias”, mas voltou a frisar que “também aqui o segredo é a alma do negócio e os autarcas com quem estamos a falar sabem do que estamos a falar e estamos muito confiantes que vão ser os primeiros e os maiores apoiantes deste projeto no Alentejo”.

Já sobre a planificação do projeto, Miguel Braga explicou que “a nossa planificação prevê que o rollout do primeiro protótipo, e estamos a falar que o programa prevê quatro protótipos, aconteça no final de 2023. E evoluindo o desenvolvimento do programa, conforme estimamos hoje, estamos em condições de o conseguir teríamos no final de 2025, início de 2026 a primeira aeronave a sair daqui para o cliente final e para o mercado”. O diretor do CEiiA garantiu ainda que “temos vários clientes interessados, aliás, é justo assinalar que quando a DESAER fala connosco, traz já um trabalho de casa muito detalhado e preparado, no que diz respeito aos potenciais clientes, designadamente aos “clientes-âncora”, que puxam depois pelos outros”.

“É um privilégio ter um parceiro com a qualidade e o nível da DESAER do Brasil”, elogiou.

O Programa ATL-100 promovido pelo CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto) e pela DESAER (Desenvolvimento Aeronáutico), vai centrar na cidade de Évora o desenvolvimento, fabrico e operação de uma nova aeronave ligeira, criando em cinco anos 1.200 postos de trabalho qualificados. O projeto foi apresentado na tarde de ontem, dia 25 de setembro, no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), em Évora, e contou com a presença da Ministra da Coesão Social, Ana Abrunhosa e do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

Em declarações à Rádio Campanário, Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, sublinhou que “este é um projeto que temos vindo a acompanhar há já alguns meses” e enalteceu “esta cooperação entre empresas portuguesas e empresas brasileiras, a CEiiA (Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto) e a DESAER (Desenvolvimento Aeronáutico), em primeiro lugar na investigação, no desenvolvimento das soluções e depois na produção das soluções”.

O autarca frisou que “este desenvolvimento será feito pelo CEiiA aqui no Parque Alentejo de Ciência e Tecnologia, em cooperação com a empresa brasileira e que se prevê depois instalar aqui a Unidade de Produção do novo avião, que se pretende que seja integralmente produzido e montado em Évora e que se prevê que se possa vir a criar cerca de 1.200 postos de trabalho, o que é uma excelente noticia, numa situação em que a crise económica e social nos está a bater à porta”.

“O lançamento e a concretização hoje aqui é para o Município, muito feliz, mas é apenas mais um passo”, alertou Carlos Pinto de Sá.

Questionado de que forma a autarquia eborense está a ajudar este projeto, no que diz respeito à especialização da mão-de-obra, o edil mencionou que “temos em Évora um conjunto de instituições habilitadas a fazer a formação e a qualificação de trabalhadores para este e para outro tipo de projetos, como por exemplo o Centro de Formação do Instituto de Emprego e Formação Profissional, que já formou trabalhadores para a EMBRAER e para um conjunto de outras empresas e têm condições excelentes. A Universidade de Évora também tem estado a capacitar-se para dar resposta a este nível. São dois exemplos de várias instituições do concelho e da região”.

Carlos Pinto de Sá salientou que “para alem de capacitar e dar formação a trabalhadores do nosso concelho, naturalmente que estes projetos servem para atrair pessoas de outras regiões para virem trabalhar para Évora e para o Alentejo. Em alguns casos já terão qualificações, noutros casos têm de ter formação, mas isso é o que temos feito com outros projetos e consideramos isso positivo, porque precisamos de atrair pessoas para o nosso concelho e para a região”.

O local para a construção desta aeronave ainda não está definido. Para o autarca “aquilo que nós aspiramos é que a fábrica fique instalada em Évora. Temos aqui um cluster, que tem vários pontos e temos uma cooperação que nós próprios temos procurado avançar. Temos aliás um protocolo assinado com Beja e Ponte de Sor e julgamos que há outros pontos, como Grândola tem, neste momento, uma fábrica (Lauak) que está parada, mas que poderá vir a trabalhar. Portanto, vimos como positivo para a região, uma vez que este é um cluster cuja dimensão é muito significativa e pode dar um contributo a toda a gente. Mas naturalmente aspiramos que Évora seja o local escolhido”.

“Para além do cluster, há um conjunto de empresas que vão ser necessários para o desenvolvimento deste processo. Mas para já, a parte da investigação e desenvolvimento está sediada em Évora e vai continuar a ser a sede, no CEiiA e no Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia”, referiu Carlos Pinto de Sá.

A Câmara Municipal de Alandroal realiza até ao final deste mês o programa “Alandroal ConVida- Cultura em Casa e ao Luar”, iniciativa cultural da qual a Rádio Campanário é parceira.

O município, adaptando-se à situação de pandemia, desenvolveu "um programa de oferta cultural entre os meses de junho a setembro, levando atividades culturais diversas a todas as casas ou até às ruas das aldeias de todo o concelho, sempre com as questões de segurança e distanciamento social como prioridade”.

Este sábado à noite, o “Alandroal ConVida” vai-se realizar no Fórum Cultural Transfronteiriço com a atuação de "Marco Alonso Group" a partir das 21h30.

À margem da apresentação do Programa ATL-100, promovido pelo CEiiA e pela DESAER, que vai centrar na cidade de Évora o desenvolvimento, fabrico e operação de uma nova aeronave ligeira, Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal eborense, falou à Rádio Campanário sobre o surto registado no Lar ilegal Quinta da Sisuda, onde foi registado um surto de COVID, que registou mais de meia centena de infetados e uma morte, e a situação em torno da legalização do lar.

O autarca referiu que “depois de uma situação absolutamente residual, tivemos a situação de um surto num Lar de Idosos, que nos preocupou muito”. Carlos Pinto de Sá garantiu que neste momento esse surto está controlado – “há sete dias que não temos novos casos positivos associados a esse surto”.

No total, registaram-se 53 casos de COVID-19 associados ao surto no Lar da Quinta da Sisuda, dos quais “40 foram diretamente do Lar (utentes e trabalhadores) e 13 de familiares e contactos daquele Lar”, mencionou o edil. Recorde-se que deste surto foi também registada uma morte – uma idosa de 88 anos.

Carlos Pinto de Sá frisou que o surto no Lar “está estabilizado”, pois “foram cortadas as cadeias de transmissão”.

O autarca esclarece que o Lar “não estava legalizado” e que “várias vezes, a proprietária do Lar dirigiu-se à Câmara, com vontade de legalizar o Lar de Idosos”.

“Nós transmitimos que, naquela localização, o Plano Diretor Municipal (PDM) não permite esse tipo de infraestruturas. Contudo, admitimos que, com uma alteração do PDM, isso possa vir a ser considerado”, explicou Carlos Pinto de Sá.

O edil garantiu que não está passada uma licença para a legislação daquele espaço, “nem pode estar, porque o Lar está num local onde o Regulamento do PDM não permite aquele tipo de infraestruturas”.

Sobre o futuro do Lar, Carlos Pinto de Sá referiu apenas que “não nos pronunciamos sobre o tema, é uma questão da Segurança Social, que há de estar a avaliar a situação e há de tomar as decisões que achar adequadas”.

Uma mulher de 75 anos que estava desaparecida desde sexta-feira à tarde no concelho de Ponte de Sor foi encontrada hoje de manhã com vida e a dormir.

De acordo com fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre à Agência Lusa, a mulher estava desaparecida desde as 13h00 de sexta-feira, na localidade de Sete Sobreiras, freguesia de Longomel, tendo sido encontrada hoje às 11h26, por militares da GNR.

Segundo a Guarda Nacional Republicana (GNR), "a senhora foi encontrada próximo da sua residência".

A mulher, que aparentava "estar bem", foi transportada, por precaução, para o Serviço de Urgência Básica (SUB) do Centro de Saúde de Ponte de Sor, para ser observada, de acordo com o CDOS.

Questionada sobre a razão pela qual o alerta na página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) está registado às 23h20 de sexta-feira, várias horas depois do desaparecimento da mulher, o CDOS explicou que as buscas iniciais foram feitas pela GNR, que, entretanto, pediu a ajuda dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Sor.

Fonte da GNR indicou que o alerta desta ocorrência para aquela força de segurança foi dado às 22h49 de sexta-feira.

Segundo o CDOS, as buscas na sexta-feira e hoje envolveram GNR e bombeiros, num total de 38 elementos, apoiados por 14 veículos.

A Delta Cafés foi eleita como a empresa com melhor espírito de equipa em Portugal na nona edição dos Prémios Human Resources. As empresas IKEA e SIC foram os outros finalistas que dividiram o pódio nesta categoria, que distingue o «melhor espírito de corpo e colaborativo».

Ana Rita Lopes, em representação da empresa sediada em Campo Maior, afirmou que "este reconhecimento vem confirmar, pelo segundo ano consecutivo, que estamos no caminho certo. Este é o reflexo do trabalho que desenvolvemos internamente, de constante partilha de informação, quer seja através das lideranças, quer seja através dos vários canais de comunicação interna, que temos vindo a reforçar e a diversificar nos últimos anos. Este caminho sólido de colaboração e partilha que temos vindo a desenhar foi particularmente importante no contexto pandémico que vivemos".

"Os impactos sentidos foram muitos, mas logo desde o início contámos com o imprescindível apoio dos nossos colaboradores, a quem desafiámos para que, juntos, nos conseguíssemos reinventar e pensar em novos processos e novas formas de negócio. Ficou, desta forma, demonstrada a importância do trabalho de equipa e colaboração para que fosse possível assegurar a saúde e o bem-estar de todos e, pelo caminho, dar o nosso apoio a quem mais precisasse dele. Ter uma equipa alinhada e comprometida em atingir um objectivo comum tornou-se essencial nesta fase, e o estímulo a este espírito de equipa, que sempre existiu na Delta, permitiu reagir de forma rápida e alinhada, mantendo uma organização sempre positiva e motivada ao longo destes meses", enalteceu.

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