O apoio de mecenas permitiu à Universidade de Évora (UÉvora) atribuir, no ano letivo de 2025/2026, 81 bolsas de estudo a estudantes em situação de carência económica, através do Fundo de Apoio Social aos Estudantes da Universidade de Évora (FASE-UÉ).
No total, foram disponibilizados 177.470 euros, provenientes dos contributos de 16 mecenas, entre entidades públicas e privadas. Os números foram divulgados durante a Sessão Pública de Homenagem aos Mecenas 2025|26, realizada na tarde desta segunda-feira, na academia alentejana.
Para o reitor da Universidade de Évora, António Candeias, o contributo da sociedade civil para as instituições de ensino superior tem uma importância histórica e continua a ser determinante para criar oportunidades.
Em declarações aos jornalistas o Reitor salientou que “o mecenato é algo que vem desde a criação das próprias universidades”, que “sempre tiveram muito apoio por parte de instituições e pessoas ao longo dos tempos”. Destacou ainda a confiança demonstrada pelas entidades e particulares que apoiam a universidade, considerando que este compromisso representa também uma aposta no futuro.
“Um futuro para o país e que não se importam de, ao financiarem, poder apoiar também o futuro dos estudantes” sublinhou.
Criado em 2012, o FASE-UÉ destina-se a estudantes que enfrentam situações de emergência social ou dificuldades económicas comprovadas. Ao longo dos anos, o fundo tem vindo a reforçar a sua intervenção, permitindo à universidade responder a necessidades que podem condicionar a permanência dos alunos no ensino superior.
António Candeias considera que o contributo dos mecenas é essencial para garantir que mais estudantes conseguem prosseguir os seus estudos em condições adequadas.“É um dia de agradecimento pelas instituições e pelas pessoas que, de algum modo, veem que é no conhecimento, na ciência e na educação que se consegue criar o futuro da nossa sociedade”, enfatizou António Candeias.
O reitor sublinha ainda que os apoios disponibilizados através deste fundo abrangem diferentes áreas da vida académica. Muitos estudantes possam beneficiar dos apoios atribuídos pelo FASE-UÉ, que é o modelo de financiamento da ação social” da universidade alentejana. Entre as respostas asseguradas encontram-se apoios destinados a despesas relacionadas com alojamento e alimentação.
“Permite-nos dar oportunidades a estudantes, designadamente através de apoio no alojamento ou apoio nas cantinas”, entre outras componentes, referiu o reitor.
Durante as declarações aos jornalistas, António Candeias defendeu também a necessidade de reforçar o papel do mecenato em Portugal, considerando que o enquadramento existente está “muito aquém daquilo que deveriam ser as políticas de mecenato, do ponto de vista legal”. Na perspetiva do reitor, também o enquadramento legislativo deverá acompanhar uma maior aposta das instituições nesta área. “As próprias leis não valorizam o mecenato, mas estamos cada vez mais a apostar em mecenato e em mecenato científico”, disse.
A cerimónia de homenagem aos mecenas ficou também marcada pela entrega de um cheque solidário no valor de 5.872 euros aos Serviços de Ação Social da Universidade de Évora. O montante resulta dos donativos realizados pelos mecenas e das receitas obtidas através da venda de bilhetes para um espetáculo solidário de flamenco, realizado no passado dia 12 de julho.
A iniciativa reforça, assim, a importância das parcerias entre a universidade, empresas, instituições e sociedade civil, num modelo que permite complementar as respostas de ação social e criar novas oportunidades para os estudantes. Os 177.470 euros angariados no ano letivo de 2025/2026 e as 81 bolsas atribuídas através do FASE-UÉ demonstram o impacto direto deste apoio na comunidade académica, numa altura em que a Universidade de Évora procura também expandir o mecenato a áreas como a ciência e a cultura.
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