Eis quatro das espécies invasoras no Alentejo que estão a preocupar as autoridades, levando a que seja intensificado o combate em várias zonas da região: acácias, jacinto-de-água, chorão e mexilhão-zebra.
Um dos mais recentes focos apontou a uma intervenção na Serra de Mamede, visando o controlo e erradicação de invasoras, nomeadamente a acácia e alianto, mais conhecido como espanta-lobos.
O plano contemplou o “recurso a metodologias adequadas para cada local, com o objetivo de reforçar a vitalidade ecológica dos vários habitats e manchas florestais existentes nos concelhos de Castelo de Vide, Marvão e Portalegre, numa área de intervenção de aproximadamente 100 hectares”.
Mais a sul , o combate centra-se em torno do jacinto-de-água que vai descendo pelo Guadiana. Chegou a ameaçar a barragem de Alqueva. A Agência Portuguesa do Ambiente desenvolveu mesmo um projeto no troço transfronteiriço em parceria com as autoridades espanholas para impedir que a planta invasora que veio do Amazonas chegue a Portugal.
Porém, há vários anos que a empresa gestora de Alqueva não perde o jacinto-de-água de vista, garantindo que as águas são patrulhadas.
Esta planta invasora que já está em Portugal impede a entrada de luz solar e a oxigenação das águas, com consequências nefastas para a fauna e flora.
Pelo Guadiana abaixo surge a mais recente preocupação das autoridades, com o aparecimento do mexilhão-zebra. Alerta-se para a obrigatória desinfeção de embarcações antes de entrarem na água para evitar a chegada às albufeiras do empreendimento desta espécie exótica invasora, considerada como sendo das mais prejudiciais do planeta.
Pelo Litoral Alentejo já é antiga a preocupação em torno do chorão, a planta invasora que tem conquistado espaço à vegetação autóctone. Os biólogos admitem que gostavam de a poder arrancar quanto antes, mas não é fácil. Cada flor do chorão, quando desabrocha, soma uma média de 2 mil sementes. Ou seja, é grande o risco de espalhar sementes pelas praias, facilitando a proliferação da planta.

