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Escola de Verão transforma Alcáçovas em espaço de debate sobre território, património e sustentabilidade

Alcáçovas, no concelho de Viana do Alentejo, vai acolher, a partir do próximo dia 19 de julho, a Escola de Verão 2026, iniciativa que marca o arranque do programa trienal “Terra, Terras e Territórios”, um projeto que pretende promover a reflexão e o debate sobre questões ligadas ao território, à sustentabilidade, ao património, à cidadania e à justiça ecológica.

Durante cinco dias, a vila alentejana será palco de um intenso programa de atividades que reunirá mais de 40 participantes, entre investigadores, artistas, ativistas, conferencistas e cidadãos provenientes de vários países. O objetivo passa por criar um espaço de partilha de conhecimentos, experiências e perspetivas sobre os desafios contemporâneos relacionados com os territórios e as suas transformações.

A iniciativa propõe uma reflexão alargada sobre conceitos como terra, território e fronteiras, procurando compreender de que forma fatores políticos, económicos, culturais e simbólicos influenciam a construção, desenvolvimento e transformação dos espaços onde vivemos. Questões ligadas à biodiversidade, ao património natural e cultural, à dignidade humana e à justiça ecológica estarão igualmente no centro das discussões.

Ao longo da Escola de Verão decorrerão conferências, exposições, projeções de filmes, workshops, performances artísticas e apresentações de livros, numa programação que pretende cruzar diferentes áreas do conhecimento e estimular o diálogo entre a academia, a criação artística, o ativismo e a comunidade. A língua principal de trabalho será o inglês, refletindo a dimensão internacional da iniciativa.

A sede da Escola de Verão será a Oficina Rua do Relógio, mas o programa estender-se-á a vários espaços emblemáticos das Alcáçovas, numa lógica de integração com o património local e de proximidade com a população.

O Paço dos Henriques, o Centro Cultural e o Jardim das Alcáçovas serão alguns dos locais que acolherão atividades, contribuindo para transformar a vila num verdadeiro centro de encontro e reflexão durante os cinco dias do evento.

A organização pretende que a iniciativa seja aberta à comunidade, promovendo a participação dos habitantes locais e de todos os interessados nas temáticas abordadas.

No centro desta iniciativa está a Oficina Rua do Relógio, um espaço social e cultural instalado numa antiga habitação e oficina de sapateiro pertencente à família de João Ilhéu.

O edifício, situado no centro histórico das Alcáçovas, foi recuperado e adaptado para funcionar como espaço multifuncional ao serviço da comunidade. A intervenção permitiu preservar importantes características arquitetónicas, como as paredes de alvenaria tradicionais e os tetos em abobadilha de tijolo, testemunhos de técnicas construtivas transmitidas ao longo de gerações.

Mais do que um edifício, a Oficina Rua do Relógio assume-se como um local de encontro, aprendizagem e criação coletiva, procurando envolver a comunidade local e valorizar o património material e imaterial das Alcáçovas e do Alentejo.

A organização convida a população e todos os interessados a participar nas atividades abertas ao público, sublinhando que a Escola de Verão pretende ser um espaço de aprendizagem coletiva, onde diferentes experiências e conhecimentos se cruzam para pensar os desafios do presente e do futuro.

Com esta iniciativa, as Alcáçovas afirmam-se como um palco de debate internacional sobre território, cultura e sustentabilidade, acolhendo um projeto que procura ligar realidades locais a desafios globais e promover novas formas de pensar e habitar os territórios.

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