A Direção-Geral das Artes (DGARTES), através do Programa Saber Fazer, vai dedicar um conjunto de iniciativas a duas áreas de produção que marcam a região: a construção da Viola Campaniça e a utilização de fibras vegetais silvestre, em especial o esparto, no desenvolvimento de peças artesanais.
O Diretor-Geral das Artes, Américo Rodrigues, refere a este propósito “este é mais um passo no sentido de reconhecer a produção artesanal tradicional como uma atividade cultural relevante e com futuro”.
«Odemira: da paisagem à sonoridade» é o tema de mais um Laboratório de Intervenção Territorial promovido pelo Programa Saber Fazer. O objetivo destes laboratórios é dinamizar as práticas artesanais locais, em articulação com escolas e outras entidades das regiões. No caso de Odemira, várias instituições de ensino vão receber oficinas, enquanto para a Biblioteca Municipal ficará reservada a apresentação de parte da exposição «Produção artesanal portuguesa: a atualidade do saber-fazer ancestral», que integra peças produzidas um pouco por todo o País, incluindo Odemira. O Laboratório arranca dia 31 de maio, no Agrupamento de Escolas de Saboia e Agrupamento de Escolas de Vila Nova de MilFontes, com a oficina de construção da Viola Campaniça, dinamizada por Pedro Mendes, Carlos Loução e Joaquim Loução. No mesmo dia, no Agrupamento de Escolas de Saboia, Bruno Constâncio e Ana Gabriela Mendes desenvolvem a oficia do esparto.
A DGARTES, através do Programa Saber Fazer é coorganizadora deste Laboratório de Intervenção Territorial, juntamente com o Município de Odemira e a CACO – Associação de Artesãos do Concelho de Odemira.

