Évora recebeu esta sexta-feira, 20 de março, a assinatura do protocolo que permitirá avançar com a construção das infraestruturas essenciais ao funcionamento do futuro Hospital Central do Alentejo. O acordo formaliza a execução de acessos rodoviários, redes de abastecimento de água e saneamento, bem como ligações elétricas, num investimento global estimado de cerca de 13,3 milhões de euros.
A responsabilidade pela realização destas obras caberá ao Município de Évora, enquanto o financiamento será assegurado pela ULSAC.
Para Carlos Zorrinho, presidente da Câmara Municipal de Évora, a concretização destas acessibilidades é “determinante”. Em declarações à imprensa, sublinhou que “o hospital há 18 anos que está para ser construído, é uma estrutura fundamental não apenas para o Alentejo, mas para todo o país, tendo em conta a especialização e diferenciação que este hospital terá”.
O autarca garantiu que os trabalhos avançarão rapidamente. “Mesmo esta tarde vão começar os processos de expropriação, e se virem com atenção o protocolo, os 13,3 milhões de euros são uma estimativa”, afirmou, acrescentando que “a Câmara de Évora é a gestora desta parte das acessibilidades e, chegado a acordo sobre quanto custa cada peça, receberá o financiamento necessário, que poderá ser superior ao valor inicial.”
Zorrinho destacou ainda a importância das infraestruturas para o funcionamento do hospital porque, segundo o edil, “ninguém imagina um hospital a funcionar sem luz, sem telecomunicações, sem água e saneamento e sem acessos físicos, logo é absolutamente fundamental e estruturante esta obra”.
O presidente da câmara referiu também os desafios pendentes: “Ainda falta definir quem fará a ligação elétrica, bem como a desclassificação de uma parte da EN114, mas um hospital é muito mais que uma obra de construção civil”, revelou, reiterando que “o grande foco é garantir que se tivermos um hospital maior e mais equipado, teremos também médicos, enfermeiros e profissionais de saúde para o operar porque o edifício é apenas uma peça do puzzle, e estamos agora a colocar as peças certas depois de muito tempo em que ou não se colocavam, ou se colocavam mal.”
O protocolo representa, assim, um passo decisivo para desbloquear um projeto que se arrasta há quase duas décadas e que se espera venha a transformar a oferta hospitalar na região do Alentejo.

