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Quarta-feira, Julho 17, 2024

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“Estes eventos sensibilizam as pessoas a olhar para os valores da região e a defenderem-nos com outra crença”, diz curador da exposição (c/som)

Decorreu esta tarde a inauguração da exposição dos trabalhos concorrentes ao prémio Henrique Pousão, que contou com animação musical do grupo Flamenco, numa organização da Câmara de Vila Viçosa em pareceria com o Hotel Alentejo Marmoris & SPA.

A Rádio Campanário esteve presente na inauguração desta exposição e falou com o curador da exposição, Victor Rosa, que começou por referir que foi possível organizar esta exposição após “o convite de uma integração pedida pelo presidente Inácio Esperança e pelo Doutor Tiago Salgueiro, para esta semana de 21 a 27 de março, integrado numa série de atividades culturais.”

O convite para a curadoria da exposição das obras que concorreram ao Prémio de Pintura Henrique Pousão, segundo Victor Rosa, “surgiu por mero acaso, porque na realidade havia que fazer uma exposição, nunca fui curador de uma exposição, mas depois de passar por tantas e de ter participado em tantas exposições, rapidamente percebi o que é que era necessário fazer” destacando que “fizemos em tempo recorde e com os materiais que a camara municipal tinha à sua disposição.”

Aliar a música e a pintura, segundo o curador “é muito gratificante.  Nós numa exposição podemos estar a ouvir música ao vivo e, neste caso, música muito particular que está muito próxima de nós e das nossas raízes e essa simbiose pareceu-me muito interessante.”

Para além disso ajuda a “criar a ideia nas pessoas, de que a pintura e a música, as artes em geral, não vivem isoladas e fazem parte de um todo cultural”.

Victor Rosa referiu ainda que “em Badajoz, em Olivença, por esta Extremadura fora, nas exposições, pelo menos no dia da apresentação, há sempre um contexto musical.”

Neste caso a música está interligada com a exposição, pois segundo o curador, “está aqui a homenagear o Henrique Pousão, um calipolense que não estava, nem está, tão longe da Extremadura espanhola. Aliás, toda a gente da raia comunga de muitos princípios e de muitos valores, então eu penso que é um dado positivo, de poder conciliar estas coisas”, sublinhando que “penso que valoriza muito o contexto da atribuição de um Prémio de Pintura com o nome de Henrique Pousão.”

Este tipo de eventos dinamiza o nome das grandes figuras da história calipolense. De acordo com Victor Rosa, esse é um dos motivos que o levou a envolver-se neste evento. “É um pouco a pensar nisso que eu me comprometi a colaborar com a ideia, que para o próximo ano far-se-á mais por esta região, exatamente com pequenas produções desta natureza, não preciso de grande eventos, são pequenos em quantidade e em qualidade” mas “é o suficiente para sensibilizar toda esta” gente” da região, olhar para os seus valores e começar a defendê-los com outro critério, com outro rigor, com uma outra crença, e isso não me custou nada fazer e estarei disponível a continuar com estas atividades em prol da região.”

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