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Estremoz integra candidatura da calçada portuguesa a Património Mundial

A Associação da Calçada Portuguesa (ACP) submeteu à Comissão Nacional da UNESCO a candidatura da “Arte e Saber-Fazer da Calçada Portuguesa” à Lista Indicativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Esta candidatura visa não só a preservação desta arte única, mas também o reconhecimento dos calceteiros, profissionais fundamentais na construção e manutenção deste património cultural.

“A calçada portuguesa tem em Estremoz um exemplo paradigmático, acrescido do facto de ser toda elaborada em mármore, característica comum a toda a Zona dos Mármores, valorizando bastante esta manifestação importante do património cultural português. As zonas artisticamente mais interessantes localizam-se por toda a zona baixa da cidade, tendo sido todas já executadas durante o século XX”, segundo o sítio da autarquia.

A calçada portuguesa é um dos mais icónicos elementos da identidade e cultura nacionais, apreciada pela sua beleza e singularidade.

No entanto, esta arte enfrenta desafios que ameaçam a sua continuidade. A preservação deste património exige o reconhecimento valorização dos mestres calceteiros, verdadeiros guardiões desta técnica.

Após três anos de trabalho, a Associação da Calçada Portuguesa reuniu o apoio de mais de 50 calceteiros de todo o país, a colaboração de oito municípios – Braga, Estremoz, Faro, Funchal, Lisboa, Ponta Delgada, Porto de Mós e Setúbal – e o apoio de mais de vinte instituições ligadas à cultura, academia, formação, organizações profissionais e confederações de trabalhadores.

“Esta mobilização demonstra a relevância nacional da calçada portuguesa e a necessidade do seu reconhecimento. Além do seu valor cultural, a calçada portuguesa constitui um ativo estratégico para Portugal, contribuindo para a valorização urbana, o turismo e a projeção da cultura portuguesa no contexto global”, assinala a ACP.

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