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“Eventos ligados ao vinho podem trazer mais visibilidade à região” – Confraria dos Enófilos do Alentejo

O concelho de Redondo voltou a afirmar-se como palco privilegiado da cultura vínica alentejana com a realização da segunda data do evento “A Taberna – Tascas, Castas e Cantigas”, que decorreu no passado dia 11 de abril, e que esgotou, à semelhança do que aconteceu com a primeira data desta iniciativa.

À margem da iniciativa, Pedro Luiz de Castro, representante da Confraria dos Enófilos do Alentejo, destacou o papel crescente da região no panorama nacional e internacional do vinho. “Somos a confraria daqueles que gostam de vinho, que o apreciam, promovem e celebram”, afirmou, sublinhando os 35 anos de atividade da organização dedicada à valorização dos vinhos alentejanos. Entre as principais iniciativas promovidas pela confraria está o concurso “Melhores Vinhos do Alentejo”, que anualmente distingue a qualidade da produção vitivinícola de toda a região.

Pedro Luiz de Castro destacou ainda a sucessão de reconhecimentos que têm colocado o Alentejo em evidência e afirmou que “no ano passado, os Vinhos da Serra d’Ossa foram Cidade Portuguesa do Vinho, este ano o Baixo Alentejo é Cidade Europeia do Vinho’e, para o ano, Évora será Capital Europeia da Cultura, por isso, em três anos consecutivos, o Alentejo está nas bocas do mundo.”

O responsável considera que este protagonismo está também ligado ao crescimento do turismo e, em particular, do enoturismo, cuja importância tem vindo a aumentar significativamente. “Há um conjunto de iniciativas e acontecimentos que só podem trazer mais visibilidade e notoriedade ao Alentejo”, referiu, lembrando que Portugal acolherá este ano o maior congresso mundial dedicado ao enoturismo.

Apesar do momento positivo, o representante da confraria alertou para alguns desafios, nomeadamente a diminuição do consumo global de vinho. Ainda assim, apontou uma tendência encorajadora e revelou que “está-se a beber menos em quantidade, mas claramente melhor em qualidade”.

O evento em Redondo foi também exemplo da vitalidade do setor, com a reabertura de duas tabernas locais que se encontravam encerradas. Para Pedro Luiz de Castro, este é um sinal claro do dinamismo que o vinho continua a gerar na economia e na vida social da região. “O enoturismo precisa também destes espaços tradicionais, onde o vinho pode ser vivido e partilhado”, concluiu.

“A Taberna – Tascas, Castas e Cantigas” reforça, assim, a ligação entre tradição, cultura e vinho, contribuindo para afirmar Redondo e o Alentejo como destinos de referência no panorama vínico nacional.

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