A cidade de Évora acolheu, durante o fim de semana, o 4.º Encontro da Associação dos Professores de Física e Química, uma iniciativa que reúne anualmente docentes de diferentes escolas secundárias do país e que este ano contou com cerca de 200 participantes.Mais do que um conjunto de palestras, o encontro pretende proporcionar aos professores momentos de aprendizagem prática, contacto com novas experiências e descoberta dos territórios onde a iniciativa se realiza.
Em declarações à Rádio Campanário, Ana Campos, responsável pela organização, explica que o objetivo passa precisamente por aproximar o encontro do espírito que se pretende levar para dentro das salas de aula.“O objetivo destes encontros é exemplificar o espírito que nós queremos que sejam as aulas, não sendo apenas encontros de palestras”, afirma.
A responsável sublinha que a iniciativa constitui uma oportunidade de aprendizagem em contexto, permitindo simultaneamente aos participantes conhecerem a região que acolhe o encontro. “Trata-se de uma oportunidade de aprendizagem em contexto e que saiam a conhecer a região onde estão”, acrescenta.
Durante a passagem pelo Alentejo, os professores tiveram oportunidade de participar em várias atividades ligadas à ciência e ao território. Uma das visitas realizou-se à Aernnova, enquanto na Universidade de Évora foram desenvolvidas quatro atividades laboratoriais destinadas a revisitar protocolos mais sofisticados e a proporcionar aos docentes novas experiências de aprendizagem.
O programa incluiu ainda, em colaboração com a Câmara Municipal de Évora, um percurso químico dedicado à água, aproximando os conteúdos científicos da realidade e do património da cidade.A escolha de Évora para acolher esta quarta edição esteve relacionada com a disponibilidade de um grupo de voluntários que se predispôs a organizar localmente o encontro.
Ana Campos deixa, por isso, um agradecimento à Escola Secundária Severim de Faria pelo envolvimento na organização da iniciativa e aos restantes parceiros, a Universidade de Évora e a Câmara Municipal. O balanço desta quarta edição é, segundo a responsável, bastante positivo, à semelhança do que tem acontecido nas edições anteriores. “Este é o quarto encontro e o balanço tem sido muito positivo”, destaca Ana Campos.
A escolha de Évora permitiu ainda aos participantes contactar de perto com uma cidade que, para a responsável pela organização, continua a surpreender quem a visita. “Évora é sempre uma surpresa”, afirma, destacando a riqueza da cidade enquanto património mundial e a sua importância histórica e patrimonial.
Além da vertente científica e pedagógica, os encontros assumem também uma dimensão de convívio e aproximação entre os profissionais. Segundo Ana Campos, estas iniciativas permitem “reforçar laços de proximidade entre os participantes” e, simultaneamente, promover e divulgar os territórios que acolhem cada edição.
Ao levar os professores para fora da sala de aula e colocá-los em contacto direto com empresas, universidades, instituições e património local, o encontro procura, assim, conjugar formação, partilha de experiências e conhecimento do território. Em Évora, a ciência encontrou-se com o património e com a realidade local, proporcionando aos cerca de 200 professores participantes uma experiência de aprendizagem que pretende também inspirar novas formas de ensinar Física e Química nas escolas.

















