No dia 4 de junho, o Teatro Garcia de Resende recebe “A Beginning #16161D”, o concerto-performance da dupla catalã Aurora Bauzà & Pere Jou que propõe uma viagem imersiva da escuridão para a luz, numa reflexão sobre a tensão entre o indivíduo e o coletivo e sobre novas formas de coexistência. #16161D é o código hexadecimal de uma tonalidade de preto quase absoluto.
Dessa escuridão emerge “A Beginning #16161D”, o concerto-performance da dupla catalã Aurora Bauzà & Pere Jou, que será apresentado no dia 4 de junho no Teatro Garcia de Resende, em Évora, parte da programação de Évora_27 – Capital Europeia da Cultura. A obra propõe uma viagem imersiva da escuridão para a luz, construindo uma narrativa teatral em torno da eterna dialética entre o indivíduo e o coletivo, o íntimo e o monumental, procurando imaginar novas formas de relação e de partilha do futuro.
No palco, cinco bailarinos/cantores encontram-se mergulhados na escuridão total, equipados apenas com luzes portáteis. Antes mesmo de os vermos, ouvimos a respiração, os passos e as vozes. A partir desta atmosfera inicial, os intérpretes exploram a relação entre movimento, voz e luz, numa criação situada na intersecção entre coreografia, composição musical e performance contemporânea. Em “A Beginning #16161D”, o corpo que canta dissocia-se do corpo que se move. Os intérpretes desenvolvem uma prática física singular que lhes permite incorporar dois movimentos num único corpo: o movimento que soa; o canto; e o movimento que se vê.
O trabalho desenvolve, assim, uma técnica particular onde a produção sonora e a ação física coexistem de forma autónoma, expandindo as possibilidades sensoriais e performativas do corpo. Assumindo-se como uma peça transdisciplinar de dança, música e performance contemporânea, a obra explora as fronteiras sensoriais através da fusão entre coreografia e composição vocal ao vivo. O espetáculo transforma-se, assim, numa experiência especulativa e imersiva que conduz espectadores e intérpretes da escuridão total para a luz.
Com “A Beginning #16161D”, Aurora Bauzà & Pere Jou propõem uma reflexão sobre as tensões entre singularidade e coletividade, numa criação que imagina novas formas de coexistência através do som, do movimento e da percepção.

