A Feira do Queijo de Rio de Moinhos foi inaugurada na manhã desta sexta-feira, 3 de abril, no polidesportivo da aldeia, reunindo cerca de 25 expositores e afirmando-se como um importante momento de promoção dos produtos endógenos e da economia local.
A sessão de abertura contou com a presença de diversas entidades, entre as quais o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, o presidente da Câmara Municipal de Borba, Pedro Esteves, o presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos, Manuel Anjinho, e o vice-presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, Pedro Beato.
Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Borba destacou a relevância da produção de queijo para o desenvolvimento do concelho. Pedro Esteves sublinhou que “a produção de queijo é uma importantíssima atividade económica do concelho de Borba, ainda mais na freguesia de Rio de Moinhos”, defendendo a necessidade de continuar a apoiar e incentivar o setor. “É com este tipo de atividade económica que o concelho se consegue desenvolver”, frisou.
O autarca enalteceu ainda o papel dos produtores, considerando que realizam “um trabalho muito meritório”, com impacto direto no emprego e na dinamização do comércio local. Para Pedro Esteves, iniciativas como esta feira são fundamentais para atrair visitantes e promover o território. “Vêm ver o queijo, mas depois provam o vinho, o azeite, os enchidos, o pão, tudo o que é atividade económica do concelho”, afirmou, acrescentando que a promoção deve assentar “naquilo que de melhor temos”.
A gastronomia tradicional foi também destacada como um dos pilares estratégicos, com especial enfoque no borrego, que o autarca considera ainda pouco valorizado face ao seu potencial diferenciador. “Precisamos de valorizar aquilo que de melhor temos e uma das coisas que melhor temos é a nossa gastronomia”, disse, reforçando a importância de preservar o conhecimento ancestral.
Pedro Esteves salientou ainda o papel dos produtos regionais como “uma das alavancas” do desenvolvimento, com o vinho a assumir-se como âncora, mas acompanhado por outras produções como os enchidos, o azeite e o pão e referiu também as tradições locais, como as festas de São Gregório e Santa Bárbara, como exemplos de autenticidade e partilha, especialmente nesta época da Páscoa.
Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Rio de Moinhos destacou o queijo como o principal motor económico da freguesia. Manuel Anjinho afirmou que se trata de “um queijo de excelência”, produzido maioritariamente por empresas familiares que asseguram todo o processo, desde a aquisição do leite até à comercialização. “É um grande orgulho nós termos pessoas a lutarem no dia a dia para levar Rio de Moinhos o mais longe possível”, referiu.
O autarca defendeu ainda a necessidade de reforçar a promoção do produto, com o apoio das entidades regionais e municipais, apostando na divulgação em meios de comunicação e na participação em certames a nível nacional. “É uma forma de alargarmos o leque de possibilidades da venda da qualidade do nosso produto”, sublinhou.
Sobre a importância da feira, Manuel Anjinho considerou que o evento ganha ainda mais relevância face às dificuldades económicas do interior alentejano, destacando o papel dos produtos locais como o queijo, os enchidos, o vinho e também a ameixa Rainha Cláudia d’Elvas, cuja produção e exportação têm expressão na freguesia.
A Feira do Queijo de Rio de Moinhos decorre ao longo dos próximos dias, promovendo não só o queijo, mas também a identidade, a tradição e o potencial económico da região.
A Rádio Campanário esteve presente e mostra-lhe as fotografias:


























































































