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Feira Medieval de Montemor-o-Novo abriu portas no Castelo e convida a uma viagem à Idade Média (c/fotos)

O Castelo de Montemor-o-Novo voltou a recuar vários séculos no tempo com a inauguração, esta sexta-feira, de mais uma edição da Feira Medieval, iniciativa que decorre até domingo e que transforma o coração histórico da cidade num cenário de recriação da vida na Idade Média.

Entre os dias 12 e 14 de junho, as muralhas do castelo acolhem dezenas de atividades que incluem recriações históricas, animação de rua, música, personagens de época, artesanato e gastronomia inspirada em tempos medievais. A entrada é gratuita.

Organizada pelo Município de Montemor-o-Novo, com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, a iniciativa assenta no rigor histórico como elemento central da experiência, permitindo aos visitantes conhecer a evolução de um dos maiores perímetros amuralhados da Península Ibérica, com base em décadas de investigação arqueológica e histórica.

Na cerimónia de abertura, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, destacou a importância histórica do castelo para a identidade nacional e para a história do concelho e afirmou que “o Castelo de Montemor é um castelo histórico da nacionalidade portuguesa porque realizaram-se aqui importantes eventos, como as Cortes onde se começou a discutir a ida de Vasco da Gama à Índia”, acrescentando que “é um castelo de grande dimensão, que marcava o avanço para sul por parte dos portugueses”.

O autarca recordou ainda que o monumento, com mais de oito séculos de história, sofreu danos significativos ao longo dos tempos, nomeadamente devido ao terramoto de 1755 e ao progressivo abandono da população para a zona do arrabalde. “É um castelo histórico que nos traz praticamente desde o início da nacionalidade e é o cenário ideal para esta Feira Medieval que pretende reconstruir aquilo que era o ambiente da época”, referiu.

Carlos Pinto de Sá sublinhou também o valor pedagógico da recriação histórica, que permite compreender melhor o quotidiano medieval e a evolução das condições de vida ao longo dos séculos e destacou que “é importante que as pessoas percebam que, ao longo destas centenas de anos, se fez uma evolução muito significativa nas condições de vida”, sublinhando que “ao longo dos dias haverá aqui uma pequena amostra do que se comercializava, de como se vivia e de como as pessoas se divertiam na altura”.

Além da evocação do passado, o presidente do município destacou a importância do evento para a valorização do património e para a reflexão sobre o futuro do concelho. “Não estamos com os olhos apenas postos no passado, mas queremos olhar o futuro e queremos pensar o que este castelo pode ainda ajudar-nos a desenvolver em Montemor-o-Novo”, afirmou.

A dimensão turística da Feira Medieval foi igualmente destacada pelo autarca, que considera o certame uma oportunidade para atrair visitantes portugueses e estrangeiros e promover o território e referiu que “é um evento de grande dimensão turística, de atração de visitantes dos mais variados pontos e é também uma forma de divulgação do concelho e da cidade”.

Carlos Pinto de Sá aproveitou ainda para agradecer a participação dos grupos de recriação histórica, artesãos e restantes entidades envolvidas na organização, deixando um convite à população e aos visitantes.

Apesar do sucesso alcançado ao longo das várias edições da iniciativa, o autarca considera que o trabalho de valorização do património e promoção turística deve continuar.

Ao longo dos três dias de programação, milhares de visitantes são esperados no Castelo de Montemor-o-Novo para uma experiência que cruza história, cultura, património e animação, num dos monumentos mais emblemáticos do Alentejo.

A Rádio Campanário esteve presente e mostra-lhe as fotografias:

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