O Agrupamento 639 do Corpo Nacional de Escutas de Vila Viçosa continua a afirmar-se como uma das associações mais dinâmicas do concelho, marcando presença ativa nas mais diversas iniciativas culturais, religiosas e solidárias que se realizam na vila. Sempre disponíveis para servir a comunidade, os escuteiros voltaram este sábado a demonstrar o espírito de entrega que os caracteriza, participando na Festa da Diocese e garantindo que centenas de participantes pudessem desfrutar de uma refeição reconfortante e tipicamente alentejana.
No centro desta missão esteve Manuel Prates, um dos dirigentes do Agrupamento 639, cuja já famosa sopa de tomate voltou a ser uma das grandes protagonistas do evento. Conhecida e apreciada por todos os que têm a oportunidade de a provar, esta especialidade tornou-se uma verdadeira referência gastronómica, capaz de conquistar paladares e criar memórias que perduram no tempo.
À Rádio Campanário, Manuel Prates revelou alguns dos ingredientes essenciais para o sucesso da receita. O tomate assume naturalmente o papel principal, mas é acompanhado por alho, cebola e pimento verde, numa combinação simples que respeita a tradição. Para esta edição da Festa da Diocese foram preparados cerca de 80 litros de sopa, utilizando aproximadamente 10 quilos de tomate, num trabalho que exigiu muitas horas de dedicação e preparação.
Apesar da experiência acumulada ao longo dos anos, Manuel Prates admite que existe uma grande diferença entre cozinhar para um pequeno grupo e preparar uma refeição para um número elevado e imprevisível de pessoas. Ainda assim, garante que o resultado final mantém sempre a mesma qualidade, graças ao cuidado colocado em cada etapa do processo.
Acompanhada pelas tradicionais capelinhas, a sopa de tomate foi merecedora de inúmeros elogios. Entre os participantes, a opinião repetiu-se vezes sem conta: uma sopa magnífica, capaz de aquecer o corpo e confortar a alma.
Como acontece com muitos cozinheiros apaixonados pela sua arte, Manuel Prates guarda para si alguns dos segredos da confeção. Contudo, não hesita em revelar aquilo que considera ser o ingrediente mais importante: o amor colocado em cada panela e o tempo necessário para respeitar os sabores e os ritmos da cozinha tradicional.
Mais do que uma refeição, a sopa de tomate servida pelos escuteiros de Vila Viçosa representa também uma homenagem à riqueza da gastronomia alentejana. Símbolo de uma cozinha assente na simplicidade, na autenticidade e no aproveitamento dos produtos da terra, a sopa de tomate é uma das receitas mais identitárias do Alentejo. Presente à mesa de gerações de famílias, continua a ser um dos maiores embaixadores da cultura gastronómica da região, transportando em cada colher os sabores, as tradições e a alma de um povo que faz da hospitalidade uma das suas maiores marcas.

