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Gesamb investe 3,5ME em nova célula que prolonga em 16 anos aterro sanitário em Évora

A empresa Gesamb está a construir uma nova célula no aterro sanitário intermunicipal de Évora, num investimento de 3,5 milhões de euros, assegurando a capacidade de deposição de resíduos nos próximos 16 anos, revelou a entidade.

Em comunicado publicado na página de Internet da empresa intermunicipal Gesamb, consultado hoje pela agência Lusa, a construção da nova Célula F no Aterro Sanitário Intermunicipal do Distrito de Évora começou no passado dia 02 deste mês.

Trata-se de “um investimento estruturante para assegurar a continuidade e eficiência do sistema de gestão de resíduos na região”, afiançou a empresa, referindo que a empreitada de 3,5 milhões tem um prazo de execução de 210 dias.

A nova célula, projetada desde o início do projeto do aterro sanitário, em 1999, “destina-se à deposição de rejeitados provenientes dos processos de triagem e da unidade de tratamento mecânico e biológico”.

E surge “como resposta ao progressivo esgotamento das atuais células em exploração (A, B, C, D e E), acrescentou a empresa intermunicipal, garantindo que a nova infraestrutura vai permitir “assegurar a capacidade de deposição de resíduos para os próximos 16 anos”.

Contactada pela Lusa, fonte da Gesamb explicou que o investimento nesta nova célula é “totalmente suportado” pelos 12 municípios do distrito de Évora que integram a empresa, uma vez que Viana do Alentejo e Portel pertencem a outro sistema.

Esta é também a sexta e última célula “incluída no projeto original do aterro sanitário, a única que faltava construir”, acrescentou a fonte.

A Célula F, que ocupará uma área aproximada de dois hectares, vai incluir três alvéolos e uma zona de reengenharia, permitindo a interligação com as células existentes.

“Esta solução técnica visa otimizar o espaço disponível e reforçar a estabilidade estrutural do aterro, garantindo simultaneamente elevados padrões de segurança ambiental”, afiançou a empresa.

O projeto, pode ler-se, contempla ainda um conjunto de infraestruturas e sistemas de proteção ambiental, como barreiras geológicas e sistemas de impermeabilização artificial, drenagem de lixiviados e de águas pluviais e sistema de captação e drenagem de biogás.

“Estão igualmente previstas intervenções complementares, nomeadamente a instalação de rede elétrica, rede de combate a incêndios, vias internas de circulação e arranjos exteriores, incluindo cortinas arbóreas e arbustivas”, disse a empresa.

O projeto, acrescentou, integra ainda a ampliação da rede de rega e medidas de minimização da erosão dos solos, reforçando a integração ambiental da infraestrutura.

A Gesamb – Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos EIM é responsável pelo tratamento de lixo de 12 dos 14 municípios do distrito de Évora.

Tem a seu cargo a exploração do aterro sanitário intermunicipal, localizado nas imediações de Évora, assim como de sete ecocentros (quatro são também estações de transferência), um Centro de Triagem e uma Unidade de Valorização Orgânica.

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