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Granfondo Serra D’Ossa regressa com 1700 participantes e reforça aposta na promoção do território alentejano (c/fotos)

A quarta edição do Granfondo Serra D’Ossa foi apresentada esta quinta-feira, 10 de setembro, no Castelo de Alandroal, numa cerimónia que serviu para dar a conhecer mais uma edição de uma das principais provas de ciclismo do Alentejo. O evento realiza-se no próximo dia 4 de outubro e deverá reunir cerca de 1700 participantes, oriundos de vários pontos do país e do estrangeiro.

A prova volta a unir, em bicicleta, os concelhos de Alandroal, Vila Viçosa, Borba, Estremoz e Redondo, proporcionando aos participantes uma oportunidade de percorrer alguns dos principais cenários paisagísticos e patrimoniais da região, ao mesmo tempo que enfrentam os desafios da Serra d’Ossa.

Nesta quarta edição, os ciclistas poderão escolher entre três percursos: o Granfondo, com 143,9 quilómetros, o Mediofondo, com 108,3 quilómetros, e o Minifondo, com 60,8 quilómetros. Apesar de os percursos manterem a matriz das edições anteriores, a organização introduziu algumas alterações e continua a apostar na componente organizativa para melhorar a experiência dos participantes.

João Cabreira, CEO da Cabreira Solutions e responsável pela organização, explicou que estavam muito limitados a nível de novidades, porque tinham cinco municípios que “iam rodando entre eles e eram obrigados a passar por todos”. Por isso, não podiam ser” muito criativos a nível de percursos”.

Segundo o responsável, a aposta passa sobretudo por pequenos detalhes na organização e por iniciativas destinadas a proporcionar uma experiência cada vez melhor aos atletas. “Aquilo que nós tentamos fazer e inovar é a nível organizativo, com um ou outro pormenor, que vamos dando um miminho aos atletas”, afirmou.

A manutenção dos percursos não parece, contudo, afastar os participantes, pelo contrário, João Cabreira destaca o crescimento sustentado da prova desde a primeira edição. “Nós começamos com 1200, fomos sempre incrementando”, recordou, sublinhando que a organização tem aumentado progressivamente o número de participantes para garantir que a logística acompanha o crescimento do evento.

“Fazer um evento para 1200, como fizemos em Estremoz no primeiro ano, não é a mesma coisa como vamos fazer agora para 1.700, são mais 500 pessoas”, explicou, dando como exemplos o aumento das filas no secretariado, a necessidade de mais duches e a maior probabilidade de avarias, entre outras questões logísticas.

Para esta edição, a expectativa é atingir os 1700 participantes previstos, um objetivo que, segundo João Cabreira, já está praticamente cumprido. Agora, a prioridade está colocada no próprio dia da prova e destacou que “o importante é que o evento no dia seja um sucesso e que tenha uma dinâmica positiva”.

O responsável espera ainda que as condições meteorológicas contribuam para o sucesso da iniciativa. “A expectativa é que o São Pedro esteja connosco, como tem estado nos últimos anos”, disse, defendendo que o bom tempo permitirá aos participantes “desfrutar da bicicleta, das paisagens” e de todo o território.

João Cabreira considera, aliás, que o Alentejo reúne todas as condições para continuar a atrair participantes e revelou que “o Alentejo e a região são propícios a paisagens únicas, a que o pessoal venha e que possa desfrutar e os alentejanos sabem bem receber e recebem muito bem”.

Para João Grilo, presidente da Câmara Municipal de Alandroal, a dimensão alcançada pelo Granfondo representa também uma afirmação do território e da capacidade dos cinco municípios para trabalharem em conjunto. “É muita gente, é de facto um momento de afirmação do território, o que significa, que em conjunto chegamos mais longe”, afirmou o autarca, considerando que dificilmente cada um dos cinco municípios conseguiria desenvolver isoladamente um evento desta dimensão.

A iniciativa conta ainda com o apoio do Turismo do Alentejo, permitindo consolidar uma prova que chega já à quarta edição e que tem registado uma procura crescente. Para João Grilo, o Granfondo traz ao território pessoas que, além de praticarem desporto, têm a oportunidade de conhecer a região e de regressar posteriormente e explicou que “as pessoas vêm para praticar desporto, para conhecer a região, para trazer as famílias, e para tirar partido daquilo que temos para oferecer”.

O impacto económico é também uma das dimensões valorizadas pelos municípios. De acordo com o presidente da Câmara de Alandroal, os alojamentos dos cinco concelhos deverão ficar esgotados durante o evento, levando muitos participantes a procurar unidades de alojamento nos municípios vizinhos.

O autarca destacou ainda que esta situação demonstra a existência de uma oferta próxima, mas considerou que “há margem para crescer, nomeadamente ao nível da capacidade de alojamento”. Nesse sentido, salientou que se pode “ambicionar crescer em termos de oferta”, com o objetivo de que, no futuro, os cinco concelhos consigam dar resposta local a eventos que reúnam duas ou três mil pessoas, não apenas em termos de alojamento, mas também de restauração e animação.

João Grilo aponta precisamente a atividade económica local e a projeção dos municípios como os principais impactos da prova. A edição deste ano conta com participantes de 33 países, levando o nome dos cinco concelhos para além das fronteiras nacionais. “Esta prova leva o nome dos nossos concelhos para muitos países, como acabamos de ver, 33 países diferentes”, referiu, considerando que a melhor forma de promover um território é permitir que as pessoas o vivenciem.

“Podemos e fazemos promoção de muitas formas, mas a forma que mais valor e que mais traz e que mais fica ligada às pessoas é poder viver o território”, sublinhou.

A quarta edição mantém também uma componente dedicada aos mais novos, através do Granfondinho, iniciativa que pretende aproximar as crianças do ciclismo e da prática desportiva.

Para João Grilo, esta vertente é fundamental para garantir a continuidade da modalidade. “Se nós queremos que haja prática desportiva e que haja ciclo, que o ciclismo mantenha a atratividade que tem, temos que também desde cedo estimular os nossos jovens a essa prática”, afirmou.

O autarca destacou ainda a ligação da prova aos atletas locais, nomeadamente através de Simão Lucas, jovem ciclista profissional natural do concelho de Alandroal, que foi convidado a associar a sua imagem ao evento e a acompanhar atletas e equipas locais. A intenção é fazer do Granfondo não apenas um evento direcionado para quem chega de fora, mas também uma experiência da própria comunidade e explicou que “esse é um dos grandes objetivos, é que isto seja uma experiência local”.

Com cerca de 1700 participantes esperados, três distâncias disponíveis e cinco municípios envolvidos, o Granfondo Serra D’Ossa prepara-se, assim, para regressar em outubro, reforçando a aposta no ciclismo como instrumento de promoção turística, dinamização económica e valorização do território alentejano.

A Rádio Campanário esteve presente e mostra-çhe as fotografias:

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