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Terça-feira, Fevereiro 10, 2026

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Há 39 anos Património Mundial da Unesco, Évora mostra que a história também sabe transformar-se!

Évora celebrou hoje o 39.º aniversário da classificação do seu centro histórico como Património Mundial da UNESCO, um marco que continua a moldar o desenvolvimento, a identidade e o reconhecimento internacional da cidade. A data foi assinalada numa cerimónia no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Zorrinho, bem como de Ana Paula Amendoeira, vice-presidente da CCDR-Alentejo para a Cultura, Filipe Marchand d’Orey, coordenador do dossier de candidatura, e José Filipe Moraes Cabral, presidente da Comissão Nacional da UNESCO.

Durante a sessão, Carlos Zorrinho sublinhou que a distinção atribuída em 1986 representou “um momento determinante” para o rumo da cidade. Apesar de terem passado quase quatro décadas, o autarca recordou que, “na fita do tempo, 39 anos são muito pouco para aquilo que Évora foi e continua a ser”, destacando o papel central que a cidade desempenhou ao longo de dois milénios de história.

Zorrinho evidenciou ainda o impacto visível da classificação: o aumento contínuo do número de visitantes, o crescimento da oferta hoteleira, a projeção internacional da cidade e a preservação do centro histórico, considerado um dos melhores exemplos de urbanismo da Idade de Ouro portuguesa. “Basta olhar para os números”, afirmou, sublinhando que toda a envolvente beneficiou desta distinção e que o trabalho de valorização deve ser permanente.

O presidente da autarquia destacou também a importância do envolvimento da comunidade: “Quem vive fora do centro histórico deve sentir orgulho na cidade, e quem vive dentro dele deve reconhecer que tem uma responsabilidade acrescida na preservação deste património único.” Para Zorrinho, o que Évora é hoje “não tem nada a ver com o que era há 39 anos”, e esse progresso deve-se em grande parte ao reconhecimento da UNESCO.

O centro histórico de Évora foi o segundo em Portugal a receber o selo de Património Mundial, três anos depois de Angra do Heroísmo. Na declaração de valor universal, a UNESCO descreveu Évora como “o melhor exemplo de cidade da idade de ouro portuguesa, após a destruição de Lisboa pelo terramoto de 1755”, consolidando o seu lugar como referência cultural e arquitetónica.

A celebração dos 39 anos reforça, assim, o compromisso da cidade em preservar o seu legado histórico, ao mesmo tempo que projeta um futuro assente no equilíbrio entre património, identidade e desenvolvimento.

A Rádio Campanário esteve presente e mostra-lhe as fotografias:

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