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Há cada vez mais Javalis à solta. Caçadores são determinantes para o “equilíbrio da espécie”

O número de javalis em Portugal continua a aumentar , sendo factor de preocupação para as autoridades.

Estima-se que, em Portugal, a sobrepopulação desta espécie seja de 300 a 400 mil animais, um problema que já se verifica há muitos anos e que tem gerado muitas queixas, especialmente por agricultores que veem as suas produções destruídas mas também por automobilistas que, de um momento para o outro, se vêm confrontados com estes animais nas estradas, resultando em acidentes rodoviários que, regra geral, geram danos avultados para as viaturas.

De acordo com os últimos dados divulgados pela GNR, só em 2024 ocorreram mais de 900 acidentes. Viseu, Évora e Beja são os distritos onde se registam o maior número de acidentes.

José Godinho Calado, Diretor do ICNF do Alentejo, em entrevista à Rádio Campanário na “Hora do Café” , a propósito deste tema, referiu “o homem tem que ajudar a equilibrar os sistemas e quando isso não é feito há sempre uma espécie que começa a dominar” alertando que as espécies com um grau de predação muito grande não se intimidam com um carro a passar”.

O responsável salienta o trabalho que está a ser feito junto das Associações de Caçadores “ apelando para o equilíbrio das espécies” , dentro dos termos legais. José Calado evidencia “nós queremos cá os animais todos mas o problema é que eles também não se auto-regulam.”

Na zona do Litoral Alentejano destacou que recentemente já existiam animais a entrar na população, uma situação que obrigou a um contacto mais urgente com os caçadores . José Calado explica que isto acontece porque “estão à procura de alimentos.”

O Javali é um animal que se desloca muito facilmente . Habitualmente existentes no Montado quando se acaba o alimento nestas zonas fechadas procuram as zonas mais abertas para encontrarem alimento. Esta espécie selvagem é também ela portadora de doenças, o que obriga a vigilância redobrada.

O Governo já prometeu para este ano novas medidas para mitigar este problema. Até lá, resta ás Associação de Caçadores irem fazendo o que podem para minimizar o impato desta espécie.

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