O caso ocorreu em fevereiro de 2024. Um doente faleceu no dia 17 de fevereiro, pelas oito e meia da noite, mas a Unidade Hospitalar não informou a família do óbito. A filha só tomou conhecimento no dia seguinte, 18 de fevereiro, quando se deslocou ao hospital, pelas 14 horas, para visitar o pai.
Indignada apresentou uma reclamação na Entidade Reguladora da Saúde(ERS) avança o País ao Minuto. O Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, assumiu ter “existido um mal entendido da parte dos profissionais de serviço nesse dia “. A falha de comunicação aconteceu, segundo a Unidade Hospitalar “porque o doente estava num lar e habitualmente a comunicação do óbito é feita para o Lar mas neste caso, a família terá pedido para que a informação lhe fosse prestada a ela”. O mal entendido gerou que nenhuma das pessoas de serviço confirmou se a notícia tinha ou não sido dada.
A ERS , após apreciação do caso, concluiu “que a unidade de saúde em questão não garantiu a proteção dos direitos e interesses dos utentes, nomeadamente, o direito do acompanhante ser devidamente informado, em tempo razoável(…) garantindo especial cuidado, celeridade e correção na comunicação de informação sensível, como a do óbito de um familiar”.
Como consequência, foi emitida uma instrução à Unidade Local de Saúde no sentido de acautelar que os acompanhantes são “devidamente informados”, reforçando que para o caso de comunicação de óbito existem “orientações claras e precisas.”

