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Hugo Rico (Caravana Jazz Band) recorda Jorge Palma: “O deus das pequenas coisas deixou-nos”

A morte de Jorge Palma, aos 76 anos, está a motivar inúmeras manifestações de pesar no meio artístico português. Entre as reações está a de Hugo Rico, músico e um dos elementos da banda “Caravana Jazz Band”, que recorda o cantor e compositor como uma voz incontornável da música portuguesa.

Jorge Palma morreu esta segunda-feira à noite, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. A morte foi anunciada esta terça-feira pela família e pela agência do artista, através de uma mensagem publicada nas redes sociais.

“É com profundo pesar e consternação que a família e agência de Jorge Palma informam a sua morte, ocorrida esta segunda-feira à noite, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória”, pode ler-se na mensagem.

Com uma carreira de mais de cinco décadas, Jorge Palma deixa uma obra de referência na música portuguesa contemporânea. A família destacou ainda o legado do músico, sublinhando que deixa “uma obra assinalável que faz parte da história” portuguesa, bem como “muitos amigos pelo mundo”, conquistados pela sua “generosidade e genialidade”.

Para Hugo Rico, a importância de Jorge Palma ultrapassa a dimensão da sua obra musical. Em declarações à Rádio Campanário, o músico descreve-o como “o deus das pequenas coisas”, destacando a capacidade do artista para transformar situações aparentemente simples em matéria para a sua música.

Ouça aqui a reação do músico dos Caravana Jazz Band:

Nascido em Lisboa, a 4 de junho de 1950, Jorge Palma começou a estudar piano ainda criança, no Conservatório Nacional. Durante a adolescência aproximou-se do rock’n’roll e descobriu a guitarra, tendo entre as suas influências nomes como Bob Dylan, Led Zeppelin e Lou Reed.

Em 1973, Jorge Palma exilou-se na Dinamarca para evitar o serviço militar e a Guerra Colonial. Regressou a Portugal depois do 25 de Abril de 1974 e prosseguiu uma carreira que se estenderia por mais de 50 anos, tornando-o numa das figuras marcantes da música portuguesa. Antes de iniciar a carreira a solo, integrou grupos como os Black Boys e o Sindicato. Paralelamente, estudava Engenharia, mas acabaria por escolher a música como profissão.

A sua obra fica assim ligada a várias gerações de portugueses, enquanto as suas canções continuam a fazer parte do património da música portuguesa contemporânea.

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