A concelhia de Évora da Iniciativa Liberal enviou esta semana um pedido formal de esclarecimentos ao presidente da Câmara Municipal de Évora, alertando para o que classifica como uma “degradação perigosa das estradas e falhas graves na iluminação pública” na cidade.
Segundo o comunicado divulgado pelo núcleo local do partido, a situação das vias rodoviárias atingiu um “ponto de rotura que ultrapassa a mera questão estética”, configurando-se, na sua perspetiva, como um problema de segurança pública e de prejuízo financeiro para os munícipes, devido aos danos provocados nas viaturas.
O coordenador da IL Évora, Rodrigo Mendonça, considera que o estado atual das infraestruturas é incompatível com as ambições da cidade, que se prepara para ser Capital Europeia da Cultura em 2026.
“Chegámos ao ponto de olhar para a capacidade de ir do ponto A ao ponto B em Évora como um luxo. É o mínimo básico que se pode oferecer num país desenvolvido garantir que um cidadão chega ao trabalho, à escola ou a uma consulta médica em segurança. O que se vive hoje em Évora já passou há muito a normalidade”, afirma o responsável.
Além das críticas ao piso das estradas, o partido aponta falhas nos horários da iluminação pública, sobretudo em período de inverno. De acordo com a IL, têm sido reportadas situações em que variantes e acessos a zonas como a estação ferroviária e a rodoviária permanecem às escuras por volta das 07h30 e das 18h00 — horários de maior fluxo de trânsito e circulação pedonal.
“Alguém tem de explicar aos eborenses porque é que algumas das principais zonas da cidade estão às escuras quando muita gente sai de casa para o trabalho ou regressa para casa à tarde. Conduzir à chuva em estradas cheias de buracos, e ainda por cima sem luz, é uma questão de segurança pública que tem de ser resolvida sem desculpas”, reforça Rodrigo Mendonça.
No pedido enviado à autarquia, a Iniciativa Liberal exige informação detalhada sobre o planeamento municipal para a sinalização e reparação urgente dos pontos considerados críticos, bem como a eventual existência de um plano de requalificação estrutural das principais artérias da cidade ainda para o corrente ano.
O coordenador conclui que, sem uma intervenção profunda, a imagem deixada aos visitantes que chegarão a Évora em 2026 poderá ser negativa. “A menos que a cidade seja alvo de uma intervenção profunda, a primeira imagem de quem visitará a Capital Europeia da Cultura será a de uma cidade abandonada”, sustenta.

