Ser Bombeiro é uma missão de vida e requer disponibilidade, altruísmo, voluntariado e acima de tudo responsabilidade.
Sob o lema vida por vida, por este País fora há milhares de homens e mulheres que “saem” porta fora de suas casas para ajudarem os outros sem nunca terem a certeza se vão regressar para junto dos seus.
Apesar das dificuldades, ainda há quem se disponibilize para integrar os corpos de Bombeiros assim como há quem deles faça parte há mais de 40 anos.
Depois de lhe contarmos a história de Rodrigo Rocha, o Bombeiro mais novo (15 anos) do corpo ativo de Vila Viçosa, hoje damos-lhe a conhecer o percurso de José Pinguicha, o Bombeiro com mais tempo , no ativo desta corporação.
Tem 62 anos. A liberdade conquistada pelo 25 de abril permitiu-lhe que em 1977 ingressasse na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Viçosa. Já passaram 47 anos e apesar das mais de 4 décadas a sua dedicação não esmoreceu nem um pouco.
Este Bombeiro, camionista de profissão, sublinha o “espírito de família” existente na associação realçando que aos 14 anos, quando abraçou este desafio, fê-lo para seguir os passados de um colega que aquela data acabou por entrar para os Bombeiros.
Essenciais na salvaguarda de pessoas e bens, os Bombeiros Voluntários são sempre os primeiros a chegar e os últimos a sair. A sua importância, resiliência, vontade, entrega e dedicação é reconhecida pela população, uma gratidão que nunca esquecem e que percebem em cada sorriso, em cada olhar e acima de tudo em cada abraço.
Em todo o seu percurso, regista momentos bons e maus. Recorda dois deles como difíceis, especialmente por lhe terem deixado o sentimento de frustração por não ter chegado a tempo ou por não ter sido possível fazer mais. Momentos dolorosos que deixam marcas profundas.Por outro lado, quando o serviço corre bem e com sucesso, o sentimento que fica é grande, indescritível.
Ainda no ativo está convicto de que “Bombeiro um dia, Bombeiro para toda a vida”. José Pinguicha refere que a prová-lo está o facto de , os que já não se encontram em exercício de funções, continuarem a frequentar a “casa” com muita frequência.
Deixa um apelo , especialmente às gerações mais novas : “Venham para os Bombeiros, aqui aprende-se muito e é muito gratificante.”
José Pinguicha “apaixonou-se” pelos Bombeiros aos 14 anos. Hoje, com 62 anos sabe o valor de “fazer bem sem olhar a quem”. 47 anos depois, Pinguicha sabe que este é um AMOR para toda a vida…

