O deputado Luís Moreira Testa abandonou a presidência da Federação Distrital de Portalegre do PS, após ter sido eleito no domingo secretário-geral adjunto do PS, disse hoje o próprio à agência Lusa.
De acordo com Luís Moreira Testa, que estava a cumprir o segundo mandato naquela federação, a estrutura partidária “vai funcionar de forma regular”, até às eleições que estão marcadas para o dia 19 de junho.
“Existe um secretariado, que tem mandato, há um dos seus membros que será proposto como presidente interino e será responsável pelo regular funcionamento das questões de organização”, disse.
O deputado, eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, relembrou que o secretariado da federação é “um órgão executivo e tem a responsabilidade” da condução política da estrutura partidária.
No entanto, Luís Moreira Testa sublinhou que esta situação vai perdurar durante “um período muito curto”, uma vez que estão agendadas para o dia 19 de junho eleições para a direção da Federação Distrital de Portalegre do PS.
Luís Moreira Testa também já tinha sido presidente da Federação Distrital de Portalegre do PS, entre 2012 e 2020, onde cumpriu quatro mandatos consecutivos.
A lista ao Secretariado Nacional foi eleita no domingo, no decorrer da Comissão Nacional do PS, mantendo muitos dos membros atuais, mas tem novidades como a ex-ministra Ana Mendes Godinho e da presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, assim como os ex-deputados Luís Soares e Sérgio Ávila.
A ex-secretária de Estado Fátima Fonseca é outra das novidades, um dos seis nomes dos secretários nacionais adjuntos, cujo elenco fica completo com José Manuel Ribeiro, Luís Moreira Testa, Jorge Sequeira, Pedro Coimbra e Rosa Matos.
“Do ponto de vista pessoal é um desafio importante que me foi lançado no sentido de poder participar na condução do partido a nível nacional”, disse.
O PS elegeu no domingo o novo Secretariado Nacional com 90% dos votos e a Comissão Política Nacional com 88%, considerando o presidente socialista que é possível continuar a “fazer oposição sem dizer sempre não e sem recorrer à gritaria”.
O presidente do PS, Carlos César, anunciou aos jornalistas os resultados das eleições para os órgãos que decorreram, de forma eletrónica, durante a Comissão Nacional do PS, a primeira depois do congresso de consagração de José Luís Carneiro como secretário-geral do PS.
A lista do Secretariado Nacional do PS, órgão de direção mais restrito, foi eleita com 90,05% dos votos, 190 a favor, 11 contra e 10 brancos, enquanto a da Comissão Política Nacional foi escolhida com 87,68%, 185 na lista apresentada e 26 brancos.

