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Mais de 11 milhões votam para escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa

Mais de 11 milhões de cidadãos inscritos são hoje chamados às urnas para escolher o próximo Presidente da República, que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa. A eleição, no entanto, não se realiza de forma uniforme em todo o território, uma vez que o mau tempo obrigou ao adiamento da votação em alguns concelhos, onde o ato eleitoral só terá lugar no próximo domingo.

Desde a instauração da democracia, esta é apenas a segunda vez que a escolha do chefe de Estado é decidida numa segunda volta. A situação repete o cenário de 1986, quando os eleitores tiveram de optar entre Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares.

A disputa presidencial coloca frente a frente António José Seguro, apoiado pelo Partido Socialista e vencedor da primeira volta com 31,1% dos votos, e André Ventura, líder do Chega, que obteve 23,5% no sufrágio realizado a 18 de janeiro.

O voto antecipado realizou-se há uma semana e registou um aumento significativo de adesão, com 308.501 eleitores inscritos, mais cerca de 90 mil do que na primeira volta. Entre os votantes antecipados esteve o primeiro-ministro, Luís Montenegro.

A primeira volta das presidenciais contou com 11 candidatos e uma taxa de participação de 52,26%.Historicamente, a abstenção tende a diminuir da primeira para a segunda volta, mas o atual contexto de crise meteorológica e as previsões de nova precipitação poderão influenciar a participação eleitoral.

Esta é a 11.ª eleição presidencial em democracia. Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016, termina o seu segundo mandato em março de 2026. Desde 1976, Portugal teve como Presidentes da República António Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e o atual chefe de Estado.

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