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Mais de 400 mil pessoas passaram por Campo Maior: Festas do Povo deixam marca e já se fala no regresso (c/fotos)

As ruas de Campo Maior voltaram a encher-se de visitantes e tradição e a edição de 2026 das Festas do Povo terminou com um número que impressiona: mais de 400 mil pessoas terão passado pela vila ao longo dos nove a dez dias do evento, segundo o presidente da Câmara Municipal, Luís Rosinha.

O balanço foi apresentado pelo autarca no domingo, 16 de agosto, durante a cerimónia de encerramento, realizada no Jardim Municipal, onde foi também assinalado simbolicamente o fim das festividades com a queima de uma flor de cada uma das 93 ruas enramadas.

«Temos os dados que temos e ultrapassámos os 400 mil visitantes nestes nove, dez dias», afirmou Luís Rosinha, numa avaliação que, para o presidente da Câmara, não pode limitar-se ao número de pessoas que passaram por Campo Maior.

Além da afluência, o autarca destacou a forma como a vila conseguiu responder às exigências de um evento desta dimensão. Entre os aspetos valorizados pelos visitantes estiveram, segundo Luís Rosinha, as acessibilidades, a existência de instalações sanitárias e a resposta articulada das várias entidades envolvidas.

A segurança, a proteção civil, a saúde, a limpeza e toda a logística associada às festas exigiram uma operação contínua durante vários dias. Luís Rosinha deixou palavras de reconhecimento à Guarda Nacional Republicana, Proteção Civil, Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo, trabalhadores municipais e equipas de limpeza e recolha de resíduos.

“Não parou praticamente durante as 24 horas destes dez dias», afirmou o autarca sobre o trabalho de limpeza e recolha de resíduos acrescentando “é muita gente a ajudar-nos e estamos muito contentes», acrescentou, sublinhando o contributo de «muitos homens e muitas mulheres» para o sucesso da edição.”

O presidente da Câmara considera que a experiência adquirida em 2026 poderá ultrapassar as fronteiras do concelho e servir de referência para futuras iniciativas de grande dimensão no país. O modelo de organização e a capacidade de resposta demonstrada durante as festas, defende Luís Rosinha, «já serve de exemplo para outros eventos futuros que se irão realizar pelo país».

Mas, para além da logística e dos números, há uma dimensão que o autarca considera especialmente importante: a capacidade de mobilização da população.A união dos campomaiorenses foi uma das imagens mais fortes desta edição. Uma ideia também destacada pelo Presidente da República, António José seguro, durante a abertura das festas.

“Numa altura em que o país e o mundo precisam de exemplos de cooperação e de união, o povo de Campo Maior mostra isso ao mundo», afirmou Luís Rosinha. Para o autarca, as Festas do Povo demonstram o que é possível alcançar quando uma comunidade trabalha em torno de uma causa comum, partilhando «o mesmo objetivo” e “o mesmo sentido comum”.

A participação das novas gerações foi igualmente apontada como um dos sinais mais positivos da edição de 2026. Perante as dúvidas que, ao longo dos anos, têm surgido sobre a capacidade de assegurar a continuidade das Festas do Povo, Luís Rosinha considera que os jovens deram uma resposta clara.

“Os jovens participaram nesta edição de uma forma que merece destaque, quando se dizia que era difícil passar de geração em geração”, afirmou. E deixou uma conclusão inequívoca: os mais novos “mostraram completamente o contrário”.

A forte participação juvenil é, assim, encarada pelo município como um sinal de que a tradição permanece viva e continua a ser abraçada por diferentes gerações.O fim das festas trouxe também alguma nostalgia a Campo Maior. Luís Rosinha admite sentir «nostalgia» com o encerramento, mas reconhece que, depois de dez dias de intenso trabalho e poucas horas de descanso, a população necessita agora de recuperar forças.

A grande incógnita é quando voltará a acontecer uma nova edição. Apesar de ainda não existir uma data definida, o presidente da Câmara revelou que o tema já começa a ser discutido na vila.

“Já se vai falando numa próxima edição, o que é muito importante”, afirmou. Uma coisa, contudo, parece estar afastada: uma nova espera de mais de uma década. “Não se vai esperar 11 anos. Não se pode esperar 11 anos”, garantiu Luís Rosinha, sem avançar, para já, com qualquer calendário para o regresso das Festas do Povo.

Depois de nove a dez dias de festa, 93 ruas transformadas em verdadeiros corredores de flores e mais de 400 mil visitantes, Campo Maior encerra a edição de 2026 com o desafio de preservar a tradição e, ao mesmo tempo, preparar o futuro.

Veja as imagens do encerramento:

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