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Meia centena de crianças e jovens morreram afogadas nos últimos quatro anos

Meia centena de crianças e jovens morreram por afogamento entre 2020 e 2023 de acordo com os dados revelados pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), que avança entrentanto que, juntamente com a GNR, tem em curso a Campanha de Prevenção de Afogamentos.

De uma maneira geral, o número de mortes e internamentos em crianças e jovens na sequência de um afogamento tem diminuído nas últimas décadas – de 28 para 10 no caso das mortes e de 49 para 10 no caso dos internamentos (anos 2002 e 2023 respetivamente). No entanto, entre 2020 e 2023 o número médio de mortes por afogamento, por ano, subiu para 14 (quando 7,3 foi a média do triénio antecessor).

Só em 2023, houve 10 mortes por afogamento até aos 19 anos. O maior número de mortes por afogamento ocorre na faixa etária dos 15 aos 19 anos e o maior número de internamentos na faixa etária dos 0 aos 4 anos.

De acordo com os dados agora conhecidos, Nos últimos 4 anos, para os quais existem dados disponíveis, 55 crianças e jovens morreram por afogamento (14 em 2020, 12 em 2021,19 em 2022 e 10 em 2023, de acordo com dados do INE): 19 crianças até aos 4 anos, 4 crianças entre os 5 e os 9 anos, 8 adolescentes entre os 10 e os 14 anos e 24 jovens entre os 15 e os 19 anos.

Para além das mortes por afogamento, existem ainda a registar 650 internamentos na sequência de um afogamento, o que significa que, por cada criança que morre, aproximadamente 2 são internadas (total dos 22 anos).

A finalidade máxima da Campanha agora em vigor é a sensibilização das famílias para a forma como o afogamento infantil ocorre — de forma rápida, silenciosa e em pouca água — e relembrar as medidas de segurança a respeitar junto da água, nomeadamente, nas piscinas e tanques, praias, rios, barragens e qualquer ambiente com água, independentemente da quantidade desta.

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