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“Menino de Ouro”: o passdoble que São Manços vai ouvir em homenagem ao forcado Manuel Trindade

A música vai assumir, no próximo dia 29 de agosto, em São Manços, um significado particularmente emotivo. A Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Machede vai estrear o pasodoble “Menino de Ouro”, uma composição de António Labreca dedicada a Manuel Trindade, jovem forcado dos Amadores de São Manços que morreu no dia 23 de agosto do ano passado.

A apresentação desta homenagem foi avançada pela própria banda, que decidiu transformar a música numa forma de perpetuar a memória de Manem Maria, como era carinhosamente conhecido na sua terra.

Manuel Trindade morreu na manhã de 23 de agosto de 2025, no Hospital de São José, em Lisboa, na sequência de uma colhida sofrida no dia anterior, durante uma corrida no Campo Pequeno. O jovem forcado foi colhido quando efetuava uma pega a um touro da ganadaria Vinhas, tendo embatido violentamente nas tábuas. Apesar do socorro prestado no local e do posterior encaminhamento para o hospital, Manuel Trindade não resistiu aos ferimentos.

É neste contexto profunda comoção que a Banda Filarmónica da Casa do Povo de Nossa Senhora de Machede prepara a estreia de “Menino de Ouro”. A composição será apresentada durante a corrida de touros integrada nas Festas de Verão de São Manços, num momento que a banda pretende que seja marcado pela emoção, pelo respeito e pela saudade.

Há pessoas que partem cedo demais, mas que deixam uma marca que o tempo não consegue apagar. O Manel era uma dessas pessoas”, refere a banda numa publicação efetuada nas suas redes sociais destacando a coragem, a forma de estar, a amizade e o carinho que o jovem despertava.

A música surge, assim, como uma forma de dizer aquilo que muitas vezes as palavras não conseguem traduzir. “Cada nota deste Pasodoble será tocada com emoção, respeito e saudade”, sublinha a filarmónica.

No dia 29 deste mês, em São Manços, “Menino de Ouro” será ouvido pela primeira vez. Uma estreia que será, acima de tudo, uma homenagem a um jovem que partiu demasiado cedo, mas cuja memória permanece profundamente ligada à sua terra, aos seus amigos e à família dos Amadores de São Manços.

Porque enquanto houver quem se lembre de ti, quem conte as tuas histórias e quem toque em tua homenagem, continuarás sempre entre nós”, escreve a banda.

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