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Ministra da Saúde deixa duras criticas ao anterior executivo de Évora por atrasos no novo Hospital

Durante a cerimónia de assinatura do novo protocolo destinado a garantir as infraestruturas externas do futuro Hospital Central do Alentejo, a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, deixou duras críticas à anterior gestão da Câmara Municipal de Évora, apontando falhas graves no processo que condicionaram o avanço da obra.

A governante revelou que, quando assumiu funções em abril de 2024, se deparou com “um problema grave entre mãos”, referindo-se às várias dificuldades que envolviam o projeto. Num tom irónico, chegou mesmo a admitir que ponderou fazer uma “greve de fome” à porta da autarquia, como forma de desbloquear o impasse que encontrou.

Segundo explicou, rapidamente percebeu que existiam múltiplas decisões por tomar, processos judiciais ainda em curso e a necessidade de uma reprogramação financeira que não chegou a concretizar-se. Este conjunto de fatores contribuiu para atrasar significativamente o desenvolvimento da empreitada.

Ana Paula Martins foi particularmente crítica em relação ao anterior executivo municipal, acusando-o de falta de diálogo e de inflexibilidade. “Era uma edilidade que pouco dialogava e que não queria sair daquilo que eram as suas perspetivas”, afirmou, referindo-se às divergências em torno dos acessos e das infraestruturas necessárias ao funcionamento do novo hospital.

A ministra sublinhou ainda que o arranque do projeto ficou marcado por erros estruturais que, no seu entender, poderiam ter sido evitados. Entre eles, destacou o facto de a obra ter avançado sem a prévia legalização dos terrenos e sem a construção dos acessos, o que acabou por comprometer o ritmo dos trabalhos.

Atualmente, a construção do hospital encontra-se cerca de 80% concluída, estando a sua finalização prevista para junho de 2027. Apesar de considerar o novo protocolo um passo importante, a governante alertou para a urgência de concluir todas as intervenções em falta num curto espaço de tempo.

“Agora já não podemos falhar aos alentejanos”, frisou, sublinhando que o cumprimento dos prazos é crucial, não só para garantir a entrada em funcionamento da unidade, mas também para assegurar o aproveitamento dos fundos europeus associados ao projeto.

O futuro Hospital Central do Alentejo assume-se como uma infraestrutura estratégica para toda a região e para o país. A sua concretização permitirá reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde no interior, reduzir desigualdades no acesso a cuidados de saúde diferenciados e afirmar o Alentejo como um território com melhores condições de fixação de profissionais e de qualidade de vida para as populações.

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