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Misericórdias aprovam com larga maioria estatutos da Fundação Misericórdias

As Misericórdias portuguesas aprovaram esta quarta-feira, por larga maioria, os estatutos da Fundação Misericórdias, num processo considerado amplamente participado e marcante para o futuro da instituição. A proposta recolheu 103 votos a favor, 13 contra e 8 abstenções, durante a Assembleia Geral que decorre em Fátima, com a presença de representantes de 124 Misericórdias de todo o país.

Segundo o presidente da Assembleia Geral, José Silva Peneda, a aprovação resulta de um percurso “amplamente debatido em 17 Secretariados Regionais, duas reuniões de Conselho Nacional e uma de Conselho Estratégico”, sublinhando o envolvimento alargado das estruturas da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).

Para Manuel de Lemos, presidente do Secretariado Nacional da UMP, este é um “momento histórico e um passo de modernidade”, enquadrado nas comemorações dos 50 anos da União. O responsável destacou ainda que a criação da Fundação Misericórdias permitirá “regressar à pureza original de 1976”, reforçando a missão e os valores que presidem à ação das Misericórdias.

As Misericórdias, são instituições de caridade e solidariedade social, com raízes em irmandades religiosas fundadas em Portugal no final do século XV. A sua principal missão é a prática das obras de misericórdia e o apoio aos mais desfavorecidos.

A primeira Santa Casa da Misericórdia foi fundada em Lisboa, em 1498, pela Rainha D. Leonor. Existem atualmente cerca de 388 Misericórdias ativas em Portugal (incluindo as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores), que apoiam diariamente milhares de pessoas.

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