A Câmara Municipal de Montemor-o-Novo está fortemente preocupada com o encerramento de várias extensões de saúde no concelho, apelando à reposição urgente dos serviços e ao respeito pelo direito à saúde das populações.
As extensões de saúde das freguesias de Silveiras, São Cristóvão, Cortiçadas de Lavre e Lavre, encerraram alegadamente de forma temporária.
A autarquia sublinha que esta situação agrava problemas já existentes, como a falta frequente de médicos, destacando o caso de Silveiras, onde não há médico de família desde janeiro e cuja ausência poderá prolongar-se até maio ou junho e alerta que estes encerramentos afetam particularmente as populações mais vulneráveis, nomeadamente idosos, pessoas com mobilidade reduzida e cidadãos com baixos rendimentos, residentes nas zonas mais afastadas da cidade de Montemor-o-Novo.
Carlos Pinto de Sá, Presidente da Autarquia, explica que “ a informação chegou ao município com indicação de que a motivação se prendia com a falta de recursos, sobretudo administrativos.” O Autarca explica que “a Unidade de Saúde Familiar solicitava ainda que a Autarquia apelava às Juntas de Freguesia para assegurarem o transporte das populações destes locais para a sede de concelho.”
Carlos Pinto de Sá considera “inaceitável” que os Postos Médicos, criados para servir as pessoas das freguesias “não o façam”. Considera que o governo e os responsáveis regionais da saúde “têm que garantir que existem recursos e disponibilidade para cumprir os compromissos assumidos com as populações, garantindo-lhes o seu acesso à saúde.”
Aponta o dedo a quem tem governado ao longo dos anos entendendo que “o problema reside na falta de valorização que tem existido ao longo do tempo para com os profissionais de saúde.” Sublinha que “o serviço nacional de saúde tem que ser defendido.
“Não aceitamos que existam estes encerramentos porque eles são sempre o primeiro passo para encerramentos definitivos, tal como já aconteceu em outros locais” salientou.
Sobre o apelo feito para que as juntas de freguesias assegurem o transporte das populações, o Edil considera a situação “grave” desde logo porque “as Juntas na maioria dos casos não dispõem de veículos próprios para o efeito e depois porque a situação não é legal.”
A situação continua a gerar preocupação no concelho, com a autarquia a garantir que irá manter a pressão junto das entidades competentes até que sejam encontradas soluções concretas. Enquanto isso, as populações afetadas aguardam uma resposta rápida que assegure o acesso a cuidados de saúde de proximidade, considerados essenciais para a qualidade de vida e bem-estar de todos.

