Inês Crujo exibe nas mãos uma das suas obras mais trabalhosas em plena Bolsa de Turismos de Lisboa. Há quem lhe chame bilha e quem o conheça por cantil (menos provável). Mas o verdadeiro nome é “moringue”.
Fomos conhecer esta peça enfeitada, à boleia da inspiração no sobreiro, pelas mãos da artesã Inês Crujo, que vem aperfeiçoando a arte de trabalhar o barro na célebre olaria de Estremoz.
Mas quais são as principais características do moringue que durante séculos serviu a ruralidade alentejana – e não só. “Permite manter a água fresca devido à porosidade do barro”, explica-nos Inês Crujo, tratando-se de um método que dispensa gastos de energia. Trata-se, afinal, de uma peça ecológica que pode, inclusivamente ser transportada para qualquer lugar.

