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Morreu um histórico do PS. Cravinho esteve no avanço da construção de Alqueva

Faleceu hoje um dos rostos históricos do Partido Socialista. João Cravinho partiu aos 88 anos “tranquilamente em casa”, segundo revelou a família do antigo ministro.

Nasceu em Angola. Cravinho foi um dos militantes socialistas que mais se bateu pela legislação de combate à corrupção. Em 2006, enquanto deputado, apresentou um ‘pacote anti-corrupção’, que incluía a polémica proposta de criminalização do enriquecimento ilícito, e que foi rejeitado pela sua própria bancada parlamentar, numa altura em que o líder do PS era o primeiro-ministro José Sócrates.

Outra proposta de João Cravinho previa colocar sob suspeita uma pessoa cujas declarações de rendimentos não correspondessem ao seu real património. Esta ideia foi também rejeitada pelos socialistas, que argumentaram que se estaria a inverter o ónus da prova. Foi também ministro dos governos de António Guterres e de Vasco Gonçalves.

Engenheiro de formação, foi ministro da Indústria e Tecnologia no IV Governo Provisório liderado por Vasco Gonçalves, em 1975. No XIII Governo Constitucional liderado por António Guterres, ocupou o cargo de ministro do Equipamento, Planeamento e Administração do Território.

O antigo ministro e ex-deputado alentejano Capoulas Santos diz ter sido surpreendido com esta morte e recorda que o socialista esteve no avanço para a realização da construção da barragem do Alqueva, um projecto em que poucos acreditavam e que João Cravinho, enquanto ministro das Infraestruturas, decidiu levar avante.

Atualmente, refere o socialista e antigo ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e das Pescas, esta obra é uma das mais importantes no desenvolvimento de toda a região que abrange.

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