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Mourão espera há 50 anos por uma creche. É agora

As obras avançam a um bom ritmo e, dentro de seis a sete meses, a creche municipal de Mourão – reclamada há meio século – deverá estar apta a receber 44 crianças, após um investimento superior a um milhão de euros. É ligeiramente mais do que estava inicialmente previsto, mas a autarquia fez questão de aproveitar um edifício doado por Libânio Esquível, para homenagear este mecenas da terra, que foi um célebre latifundiário.

Escutemos o presidente da Câmara, João Fortes, sobre o potencial que esta creche traduz para Mourão: “É uma ambição dos mouranenses, há mais de 50 anos à espera, tendo em conta a necessidade de fixação e atração de novas famílias”, assumiu o autarca esta quinta-feira, após a visita às obras acompanhado pela secretária de estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes.

João Fortes alertou para o impacto que o futuro equipamento vai ter na travagem da “hemorragia demográfica” que tem cruzado as várias décadas no concelho. Disse que há famílias que diariamente se deslocam a Reguengos de Monsaraz (40 quilómetros, ida e volta) ou à Amareleja (80 quilómetros, ida e volta), porque em Mourão não há creche onde possam deixar os filhos.

“Os tempos de hoje pedem respostas que desafiem os meninos com estímulos cognitivos”, salientou o edil, assumindo que o apoio das famílias é importante, mas aos dias de hoje João Fortes aponta a uma “geração mais preparada. Em 2021 fui eleito e dois meses depois conseguimos lançar este projeto e candidatá-lo ao PRR”, acrescentou.

Já Clara Marques Mendes também sublinhou a importância que a nova creche traduz para as famílias e crianças. “Evita que tenham de se deslocar para outros concelhos. É uma resposta fundamental para o desenvolvimento social”, disse a governante, destacando a prioridade que deve ser dada “à articulação entre municípios e Governo”.

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