Os municípios de Alandroal, Borba, Estremoz, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vila Viçosa querem que a futura Grande Área de Acolhimento Empresarial anunciada pelo Governo para o Interior do Alentejo seja instalada junto à localização da Estação Técnica nº 2 da nova linha ferroviária do Corredor Internacional Sul, entre Alandroal, Vila Viçosa e Redondo.
A proposta foi apresentada numa reunião realizada na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR Alentejo), onde os sete municípios deram a conhecer ao presidente da entidade, Ricardo Pinheiro, e à sua equipa os argumentos que sustentam esta localização.
A zona proposta integra uma estratégia que estes municípios têm vindo a desenvolver para a criação de um terminal de carga e descarga com área logística associada, aproveitando a futura ligação ferroviária entre Sines e Caia. Segundo os autarcas, os estudos realizados em parceria com a Infraestruturas de Portugal (IP) demonstram a viabilidade técnica, económica e financeira do projeto, conferindo maturidade à iniciativa.
Entre as principais vantagens apontadas está a ligação direta à ferrovia, aliada à proximidade da autoestrada A6, permitindo criar uma plataforma com fortes características de intermodalidade para empresas nacionais e internacionais.
Os municípios destacam ainda que a área apresenta poucas condicionantes ao desenvolvimento, possibilidade de expansão para terrenos já sem o coberto vegetal original e boas condições de acesso às infraestruturas elétricas existentes.
Para além da componente logística e empresarial, os responsáveis municipais consideram que o projeto poderá assumir um papel estratégico na revitalização da indústria do mármore, um dos setores identitários da região, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para a recuperação de passivos ambientais associados à atividade extrativa.
Os sete municípios, que integram duas comunidades intermunicipais, esperam agora que outras autarquias se juntem a este objetivo e defendem que esta candidatura representa uma oportunidade para demonstrar que os grandes investimentos podem também ser direcionados para territórios de menor centralidade.
Para os responsáveis locais, a criação desta Área de Acolhimento Empresarial poderá ser um passo decisivo para reforçar a coesão territorial e permitir que o Interior Alentejano aproveite todo o seu potencial económico.

