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Não comer carne na Sexta-feira Santa. Eis a origem da tradição que perdura no tempo

A celebração da Semana Santa continua a ser um dos períodos mais marcantes do calendário cristão, preservando rituais que atravessam gerações. Apesar das mudanças ao longo do tempo, algumas práticas permanecem firmes, como a tradição de não consumir carne na Sexta-feira Santa, dia que se assinala hoje.

Para os fiéis, esta semana que antecede a Páscoa é vivida com sentido de recolhimento, marcada por cerimónias religiosas que evocam os últimos momentos da vida de Jesus Cristo, desde a sua paixão até à ressurreição. A Sexta-feira Santa, também conhecida como Sexta-feira da Paixão, assume um significado especial, simbolizando o sacrifício de Cristo na cruz.

Neste dia, muitos católicos optam por excluir a carne vermelha da alimentação, substituindo-a sobretudo por peixe. Este gesto é entendido como uma forma de penitência e respeito, associado ao simbolismo do corpo e do sangue de Cristo. Embora menos frequente, há também quem pratique o jejum como expressão de fé.

A origem deste costume remonta a vários séculos, tendo sido reforçada durante a Idade Média, quando a Igreja instituiu normas de abstinência alimentar às sextas-feiras. Com o passar do tempo, essa prática foi sendo ajustada, mantendo-se atualmente de forma mais expressiva na Sexta-feira Santa.

Mais do que uma regra alimentar, esta tradição continua a representar um momento de reflexão e espiritualidade para muitos crentes, reafirmando a importância da fé e da memória coletiva na vivência da Páscoa.

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