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“Não é só tratar pessoas nem ter funcionários. Misericórdias precisam de gestão e formação”

O alerta foi dado pelo vice-presidente com funções de tesoureiro da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), José Rabaça, em Fátima, onde decorreu a Assembleia Geral que juntou 109 Misericórdias de todo o país.

O dirigente chamou a atenção para as responsabilidades que têm sido assumidas pelas Misericórdias, que estão entre os principais empregadores em vários concelhos do país. “O Estado não tem capacidade, em termos legislativos, para separar as instituições daquilo que é o mundo empresarial”, referiu José Rabaça, citando a proteção de dados e medidas de autoproteção.

“Há hoje todo um custo de contexto que as Misericórdias e o setor social e solidário têm que levar em linha de conta quando estão a fazer o seu planeamento de gestão”, explicou o mesmo responsável, enfatizando que “não é só tratar das pessoas, nem é só ter os funcionários. São todos os outros custos de conceito que a sociedade também nos obriga. Por isso é importante a gestão e a formação”, acrescentou.

José Rabaça, que há vários anos integra a equipa negocial – que recentemente alcançou o acordo histórico com o Governo em sede do Compromisso de Cooperação para 2025 e 2026 – reconheceu que há uma “parte menos boa” no acordo, mas que a UMP optou por assinar “em defesa das Misericórdias”.

Eis a justificação: “ao nível governativo ia-nos empurrar em relação ao tempo: Por isso assinámos e agora esperemos que venha o novo governo, seja da mesma cor ou de outra, para irmos corrigir aquilo que achamos que é menos bom”.

Entre as prioridades o dirigente coloca a negociação nas áreas dos cuidados continuados e da saúde.

Imagens registadas na Assembleia Geral:

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