A abertura da primeira creche da Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Novo marca um novo momento na resposta social à infância no concelho, mas deixa também evidente que continuam a existir necessidades por satisfazer.
A nova valência, que inicia atividade a 1 de setembro, foi pensada para acolher 42 crianças, depois de um investimento global de aproximadamente 420 mil euros. Cerca de 195 mil euros foram assegurados através do Plano de Recuperação e Resiliência, cabendo à Misericórdia suportar a restante parcela do investimento.
O equipamento surge numa altura em que a procura por respostas para a primeira infância continua elevada. As cerca de 100 inscrições registadas para as 42 vagas disponíveis traduzem, de forma clara, a pressão existente sobre este tipo de resposta e a importância que a nova creche assume para as famílias.
Na inauguração, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Novo, Carlos Pinto de Sá, colocou precisamente a questão da conciliação entre a vida familiar e profissional no centro da importância deste investimento.
Para o autarca, a existência de equipamentos destinados às crianças não deve ser encarada apenas como uma resposta social, mas como uma condição essencial para proporcionar melhores condições de vida às famílias.
“Uma das questões fundamentais para criar um bom ambiente para as famílias e para as crianças é ter respostas que permitam exatamente conciliar a vida familiar com o trabalho”, referiu.
Carlos Pinto de Sá destacou também o papel desempenhado pela Santa Casa da Misericórdia na concretização desta nova resposta, numa área que considera fundamental para o bem-estar das populações. Na perspetiva do presidente da Câmara, embora a responsabilidade pela existência destas respostas deva ser assumida pelo Estado, as instituições sociais desempenham um papel decisivo na sua concretização no território.
A nova creche representa, nesse sentido, um exemplo de cooperação entre diferentes entidades e de aproveitamento da capacidade das instituições locais para responder a necessidades concretas da população. O Município, por seu lado, tem procurado acompanhar e apoiar o setor social, reconhecendo a importância que estas entidades assumem no apoio às famílias e na construção de respostas de proximidade.
Apesar da satisfação pela entrada em funcionamento da nova creche, o presidente da Câmara Municipal não ignora a dimensão da procura existente.A diferença entre as 42 vagas disponibilizadas e as cerca de 100 inscrições registadas mostra que a nova resposta, embora relevante, está longe de eliminar todas as dificuldades sentidas pelas famílias que procuram um lugar para os seus filhos.
A entrada em funcionamento do equipamento constitui, por isso, um importante reforço da rede de respostas do concelho, mas também evidencia a necessidade de continuar a trabalhar para aumentar a capacidade disponível. É neste contexto que Carlos Pinto de Sá assinala a importância do momento, sem deixar de reconhecer os desafios que permanecem.
“Isto vai colmatar não a totalidade das necessidades do concelho, mas uma parte dessas necessidades. Portanto, é um dia muito feliz”, refere o Autarca.
A nova creche deverá representar, para as famílias que conseguiram uma vaga, uma mudança concreta na organização do quotidiano. A existência de uma resposta dentro do próprio concelho permite reduzir deslocações, facilitar a gestão dos horários profissionais e aproximar as crianças das suas comunidades e redes familiares.
Num território onde a capacidade de atrair e fixar famílias constitui também um desafio, a existência de equipamentos de apoio à infância ganha uma importância que ultrapassa a dimensão assistencial. Creches, jardins de infância e outras respostas dirigidas às crianças e jovens são, para Carlos Pinto de Sá, peças fundamentais na criação de condições para que as famílias possam viver e trabalhar no concelho.
A inauguração da primeira creche da Misericórdia de Montemor-o-Novo surge, assim, como uma conquista para a comunidade, mas também como um sinal de que continua a ser necessário investir nesta área. A partir de 1 de setembro, 42 crianças terão lugar nesta nova resposta. Para as suas famílias, será uma nova possibilidade de organizar a vida profissional e familiar com maior proximidade e tranquilidade.
Para o concelho, fica uma nova resposta apesar de a necessidade continua a ser superior à capacidade existente.

