A memória da violência humana e a forma como a história repete ciclos de destruição, perda e sobrevivência inspiram a nova produção da Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), que se estreia no próximo dia 22.
Em comunicado, a CDCE explicou que o espetáculo, intitulado “A Vida Feral na Luz, Sem Desviar o Olhar”, vai subir ao palco do centenário Teatro Garcia de Resende, em Évora, às 21:30 do dia 22 deste mês, assim como no dia seguinte, à mesma hora.
“A estreia em Évora reforça a linha de criação da CDCE e a continuidade da relação da companhia com a cidade”, pode ler-se no comunicado da CDCE.
Em cena, nesta coreografia assinada por Nélia Pinheiro, da companhia alentejana, “os corpos atravessam um espaço marcado por tensão, vulnerabilidade e resistência, num percurso onde passado e presente se cruzam”.
“A criação convoca a figura de Noé, não como salvador, mas como testemunha. A sua presença remete para uma humanidade que tenta construir abrigo e preservar fragmentos, mesmo quando já não consegue impedir o colapso”, resumiu a CDCE.
Trata-se de um espetáculo, de acordo com a companhia de dança, “sobre permanecer diante daquilo que se perde” e “sobre olhar a violência, a fragilidade e a sobrevivência sem procurar uma saída fácil”.
Com direção e coreografia de Nélia Pinheiro, a obra conta com interpretação de Francisco Freire, Gustavo Nunes, Inês Afonso, Inês Gil, Rafaela Nunes e Sara Gomes.
A criação sonora é de Gonçalo Almeida Andrade, os figurinos de José António Tenente e o desenho de luz de Nuno Meira.
O projeto conta ainda com acompanhamento artístico e científico de Suresh Nampuri.
Este novo espetáculo da CDCE, coproduzido com o Cine-Teatro Avenida – Castelo Branco, contou com o apoio do C.A.M – Centro Artes Marvila.
A Companhia de Dança Contemporânea de Évora é uma estrutura financiada pela Direção-Geral das Artes, com o apoio da Câmara Municipal de Évora.

