
José Palma Rita, Vice-presidente da Comissão Política Distrital de Évora do PSD, no seu comentário desta segunda-feira, dia 19 de setembro, falou sobre o livro de José António Saraiva, em que o autor convidou Pedro Passos Coelhos para apresentar a obra que fala da vida intima dos políticos, as declarações de Mariana Mortágua, em que a deputada do Bloco de Esquerda disse que “temos de perder a vergonha e ir buscar a quem está a acumular dinheiro”, e as reformas na saúde com mais poderes para os hospitais nos negócios da saúde e nos contratos com médicos e enfermeiros que vão passar a ser geridos pelas unidades, estando já a ser preparada uma maior autonomia para os centros de saúde.
Sobre o livro de José António Saraiva, a ser apresentado por Pedro passos Coelho, José Palma Rita diz que não sabe ao certo se serão os portugueses que não aceitam o teor do livro, “se são os jornalistas. Aquilo que existe é um ataque também muito forte de um conjunto de órgãos de comunicação social e dos seus diretores e dos seus jornalistas de proa, nomeadamente a partir do Diário de Noticias, em relação ao Sol e ao José António Saraiva. Depois parece-me que Pedro Passos Coelho quando aceitou apresentar o livro, não sabia qual é que era o conteúdo (…) seria de supor que o conteúdo não levantasse tanta polémica como aquela que está a levantar, foi uma questão mais de confiança pessoal de Pedro Passos Coelho no José António Saraiva, do que propriamente do que veio a acontecer agora”, acrescentando que o que tem visto dentro do partido, “são alertas que alguns dirigentes de peso para que Passos Coelho reconsiderasse, que depois de conhecer o conteúdo do livro, já não há desculpa para a decisão de o vir a apresentar, porque haveria algum sentido voltar atrás”.
Relativamente às declarações de Mariana Mortágua, em que a deputada do Bloco de Esquerda disse que “temos de perder a vergonha e ir buscar a quem está a acumular dinheiro”, Palma Rita expressa que “nós é que nos devemos envergonhar de ter políticos como algumas de ter políticos como algumas dessas pessoas que fazem aquilo que fazem e dizem aquilo que dizem, é um historial familiar em que deviam de ter vergonha de airem à rua e de dizer essas barbaridades. O que ela diz preocupa-me claramente (…) o que Mariana Mortágua diz é que é preciso declarar guerra aos ricos e até a morte, se for preciso. Como não vamos ser um país rico, nem todos serão ricos, como não há geração de riqueza, a solução é empobrecermos todos”.
No que concerne às reformas na saúde com mais poderes para os hospitais nos negócios da saúde e nos contratos com médicos e enfermeiros que vão passar a ser geridos pelas unidades, estando já a ser preparada uma maior autonomia para os centros de saúde, o Vice-presidente da Comissão Política Distrital de Évora do PSD, afirma que “é uma forma de tornar mais célere essa contratação e resolver aquilo que são as necessidades locais ao nível da autonomia que tem a gestão dos hospitais empresa”.

