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“O património cultural imaterial precisa de ser valorizado, promovido e salvaguardado”, afirma Henrique Sim-Sim

A segunda edição do Mercado do Património Cultural Imaterial termina este domingo, 7 de junho, em Estremoz, reunindo artesãos, entidades públicas e associações locais numa iniciativa dedicada à valorização, promoção e salvaguarda das tradições e dos saberes-fazer que integram a identidade cultural da região.

Na sessão de abertura, o vice-presidente da CCDR Alentejo para a área da Cultura, Henrique Sim-Sim, destacou a importância do evento enquanto instrumento de preservação do património imaterial e de sensibilização da comunidade para a riqueza cultural herdada das gerações anteriores e afirmou que “o património cultural imaterial precisa de ser valorizado, promovido, mas sobretudo salvaguardado”, sublinhando que iniciativas desta natureza são fundamentais para garantir a continuidade dos conhecimentos e práticas transmitidos ao longo dos tempos.

Henrique Sim-Sim salientou ainda o papel da formação e da capacitação de novos artesãos, através de entidades como o IEFP e o CEARTE, considerando essencial a criação de novos protagonistas capazes de assegurar a transmissão dos saberes tradicionais às gerações mais jovens. O dirigente destacou igualmente a relevância da dimensão económica associada ao património cultural imaterial, defendendo que a valorização dos ofícios tradicionais pode contribuir para a criação de oportunidades de negócio, emprego e desenvolvimento local.

Durante a sua intervenção, enalteceu a colaboração entre a sociedade civil, representada pela Confraria e pelas associações envolvidas na organização, e as diversas entidades públicas que apoiam o evento. Para Henrique Sim-Sim, esta parceria constitui um exemplo de cooperação institucional que deve ser replicado noutras iniciativas de promoção cultural.

O responsável deixou ainda um apelo para que a iniciativa tenha continuidade no futuro. “Que esta não seja apenas a segunda edição, mas a segunda de muitas”, afirmou, defendendo a necessidade de manter espaços que coloquem o património cultural imaterial no centro das atenções. Na sua perspetiva, estes mercados assumem uma função importante na dinamização económica, social e cultural dos territórios, recuperando o espírito dos antigos mercados tradicionais, mas adaptando-o às exigências da contemporaneidade.

Henrique Sim-Sim considerou que eventos como o Mercado do Património Cultural Imaterial contribuem para reforçar a atratividade de Estremoz e do Alentejo, ajudando a fixar população, estimular a economia local e promover a identidade cultural da região.

A segunda edição do Mercado do Património Cultural Imaterial voltou, assim, a afirmar-se como um espaço de encontro entre tradição e inovação, reunindo artesãos, instituições e comunidade em torno da valorização de um património que continua vivo através das pessoas que o preservam e transmitem.

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