A abertura da primeira creche da Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Novo representa um reforço da resposta social à primeira infância no concelho, mas também evidencia a importância do financiamento comunitário para a criação e melhoria de equipamentos sociais.
A nova creche, que inicia atividade a 1 de setembro, tem capacidade para acolher 42 crianças e representou um investimento global de cerca de 420 mil euros. Deste montante, aproximadamente 195 mil euros foram assegurados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), ficando o restante investimento a cargo da Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Novo.
As declarações foram prestadas à Rádio Campanário por Nuno Alas, diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Évora, à margem da inauguração da nova creche. O responsável começou por destacar que o distrito de Évora apresenta uma “taxa de cobertura razoável” ao nível das creches, com respostas que têm permitido acompanhar as necessidades existentes.
No entanto, explicou que Montemor-o-Novo apresenta características particulares, nomeadamente devido aos movimentos demográficos e à proximidade de Lisboa, o que contribui para uma procura significativa por respostas destinadas a crianças até aos três anos.
“Montemor, pelos movimentos demográficos, nomeadamente a proximidade a Lisboa, tem uma grande procura para crianças até 3 anos”, afirmou Nuno Alas.
Foi neste contexto que o financiamento através do PRR assumiu particular importância. Segundo o diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Évora, foi atribuída uma verba através deste programa para a remodelação da creche que agora entra em funcionamento e que permitirá dar resposta a 42 crianças.
Nuno Alas destacou ainda o impacto mais abrangente do PRR na área social, considerando que o programa permitiu concretizar investimentos que, de outra forma, seriam mais difíceis de financiar. “O PRR, prestes a terminar, foi sem dúvida uma lufada de ar fresco porque conseguimos criar novas creches, hoje aqui em Montemor, brevemente em Mourão e também em Borba”, sublinhou.
Além da criação e requalificação de creches, o responsável destacou o financiamento de outras respostas sociais, nomeadamente os Centros de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI). “Conseguimos financiar aumentos de respostas CACI – Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão”, referiu.
Para Nuno Alas, o impacto do PRR estendeu-se assim a um conjunto diversificado de equipamentos e respostas sociais, permitindo reforçar a capacidade de resposta das instituições. “Conseguimos financiar um conjunto de equipamentos que sem o PRR seria difícil”, afirmou.
Apesar de considerar que o PRR está “prestes a terminar”, o diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Évora sublinha a importância de os investimentos realizados se traduzirem em benefícios concretos para as populações.
“Felizmente que o PRR reverteu a favor da comunidade e da melhoria de qualidade de vida das populações”, concluiu.
A nova creche da Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Novo constitui, assim, um dos equipamentos que beneficiaram deste mecanismo de financiamento, numa altura em que a procura por respostas para a primeira infância continua elevada no concelho.

