A foto foi feita há instantes. Dão-se os derradeiros retoques na estátua da poetisa, autora de “Perdidamente”, para que tudo esteja num “brinco” este domingo. A imagem já está coberta no tronco e cabeça. O mural que vai perpetuar a memória de Florbela Espanca até pode ter gerado polémica em Vila Viçosa por estes dias. Mas a sua dimensão está à altura de quem garantiu, afinal, que “ser poeta é ser mais alto”.
O Município justifica que o objetivo deste mural aponta à preservação da memória da poetisa, surgindo inserido no Circuito Florbeliano, para o qual assegurou uma verba de 300 mil euros através de uma candidatura apresentada ao Turismo de Portugal.
De acordo com a autarquia, neste âmbito, “foi desenvolvido o projeto de um mural em homenagem a esta notável poetisa calipolense”, localizado no Largo D. João IV, junto ao Mercado Municipal.
A estátua de Florbela Espanca é produzida com mármore da região e produzida pela mão do escultor Francisco Simões e irá dar vida ao futuro Jardim de Florbela Espanca, espaço que irá incorporar o circuito no qual estará também incluída a casa da família Espanca, que se encontra em processo de desenvolvimento.
A poetisa nasceu em Vila Viçosa, em 8 de dezembro de 1894, e faleceu em Matosinhos (Porto), de 7 para 8 de dezembro de 1930, com 36 anos. Foi sepultada naquela localidade, mas os seus restos mortais foram depois trasladados para o cemitério de Vila Viçosa.

