A vila de Redondo voltou a ser palco, na tarde deste sábado, 11 de abril, de mais uma edição da iniciativa “A Taberna – Tascas, Castas e Cantigas”, que voltou a esgotar, à semelhança da primeira data realizada a 28 de março. O evento confirmou, uma vez mais, o crescente interesse por experiências enoturísticas e culturais de cariz intimista na região.
Ao longo da tarde, os participantes tiveram oportunidade de mergulhar na identidade local, através de provas de vinhos e petiscos, visitas às tradicionais tascas e antigas adegas da vila, num percurso que alia património, gastronomia e tradição. A animação musical esteve a cargo do Grupo de Cantadeiras de Redondo, que trouxe o Cante Alentejano às ruas, reforçando a autenticidade da experiência.
À margem da segunda data do evento A Tabernas – Tascas, Castas e Cantigas, realizado no passado sábado, 11 de abril, em Redondo, o presidente da Adega Cooperativa de Redondo, José Manuel Martins, destacou o reequilíbrio financeiro da instituição, a aposta na valorização dos produtos e o papel social e económico da adega no concelho e destacou que “foi atingido o reequilíbrio da adega do ponto de vista financeiro, vamos tendo as contas equilibradas e apresentamos resultados dentro do positivo”, sublinhando que, no caso das cooperativas, o objetivo não é gerar lucro, mas sim redistribuir pelos sócios, colaboradores e cumprir obrigações institucionais.
Num contexto desafiante, a Adega tem vindo a ajustar os preços de forma gradual. “Estamos a subir os preços de forma paulatina, um bocado contra a maré, mas temos que ir tentando valorizar os nossos produtos”, explicou, defendendo que a qualidade dos vinhos produzidos em Redondo é amplamente reconhecida, acrescentando que “a adega cooperativa de Redondo está de braços abertos para receber as pessoas.”
Para José Manuel Martins, o papel das adegas evoluiu significativamente ao longo do tempo. “Longe vai o tempo em que as adegas eram um sítio de transformação de uvas, hoje, servimo-nos do vinho para conviver”, afirmou, apontando eventos como a “A Taberna – Tascas, Castas e Cantigas”, essenciais para promover a convivência e aproximar consumidores e produtores.
Com presença em mais de 30 países, a Adega Cooperativa de Redondo tem vindo a afirmar-se além-fronteiras, com destaque para o mercado brasileiro. Ainda assim, o dirigente enfatizou a forte ligação à comunidade local: “Temos nos ombros a responsabilidade de uma empresa que tem que dar uma resposta também social”, referiu, lembrando o impacto direto e indireto em mais de duas centenas de famílias ligadas à produção de uva.
O responsável destacou ainda a parceria com o município, elogiando o trabalho desenvolvido na promoção do território e dos seus produtos. “Temos que ser capazes de levar isto para fora do nosso território, do nosso país, da Europa, temos que levar isto para o mundo inteiro”, afirmou.
Num concelho onde a vitivinicultura assume um papel central, a Adega Cooperativa de Redondo continua a afirmar-se como um pilar económico e identitário, projetando os vinhos de Redondo para o mundo.

