O Palacete do Rossio foi capaz de responder a um total de 250 alunos permanentes da Escola Profissional da Região Alentejo (EPRAL) perante uma área de 1700 metros quadrados. Já a Olaria Alfacinha também tinha a ambição de se afirmar como uma opção para os alunos daquele estabelecimento de ensino que pretendessem deitar mãos ao barro. Não houve procura e o imóvel por ali ficou, exibindo uma área de 1 800 metros quadrados. Ambos os edifícios com futuro adiado.
Mas há uma luz ao fundo de túnel, que agora se acendeu à boleia de um protocolo celebrado entre Câmara, Fundação Alentejo e Convento da Orada, que se propõe recuperar os dois edifícios para abrir uma espécie de “passadeira vermelha” à arte e à cultura, tal como já foi assumido pelo presidente da autarquia.
José Daniel Sádio admitiu que é preciso dar vida ao edifício e que será “fácil articular” com os agentes do concelho, dando o exemplo das três bandas do concelho que têm solicitado espaços habilitados a receber os respetivos espólios.
Falamos de dois espaços fechados que vêm acumulando degradação. “Queremos fazer a obra o mais rápido possível. Depois de aprovado o projeto, a recuperação dos edifícios poderá demorar 365 dias”, assumiu João Correia, da Fundação do Convento da Orada.
Fernanda Ramos, da Fundação Alentejo explica que tanto o Palacete como a Olaria têm condições singulares para se traduzirem numa mais-valia cultural para Estremoz e para a região, acrescentando que deverá ser elaborado um programa anual, levando até em linha de conta as “iniciativas de âmbito internacional” que têm marcado Estremoz nos últimos tempos.
Fernanda Ramos relembrou ainda como a Olaria Alfacinha acabou fechada perante o desinteresse dos alunos na atividade oleira registada há cerca de três décadas. O imóvel aguarda há 25 anos por uma solução que agora se perfila.







